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IRB (IRBR3) pode mais que dobrar lucro até fim da década, diz BTG

ResumoO IRB Brasil RE (IRBR3) pode mais que dobrar o lucro líquido até o fim da década, segundo projeção do BTG Pactual. O banco aponta menores custos de retrocessão, reforma tributária e expansão internacional como motores do crescimento, com 2027 marcando a virada financeira da resseguradora.

BTG Pactual projeta que o IRB Brasil RE (IRBR3) pode mais que dobrar o lucro líquido até o fim da década, com 2027 marcando a virada. Em encontro com o CEO Marcos Falcão, o banco destacou menores custos de retrocessão, reforma tributária e expansão internacional como motores do c

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 28 de julho de 2026
IRB (IRBR3) pode mais que dobrar lucro até fim da década, diz BTG

IRB (IRBR3) pode mais que dobrar lucro até o fim da década e 2027 deve marcar virada, diz BTG

O BTG Pactual projeta que o IRB Brasil RE (IRBR3) pode atingir lucro líquido acima de R$ 1 bilhão antes do fim da década, mais que dobrando em relação a 2025. O grande salto deve ocorrer em 2027, impulsionado por menores custos de retrocessão, melhora do resultado financeiro e efeitos da reforma tributária. O banco reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 67.

Por que o BTG vê o IRB como uma história de crescimento

Segundo o BTG Pactual, o IRB Brasil RE pode estar deixando para trás a fase de reestruturação para se tornar uma empresa de crescimento de lucros de longo prazo. A avaliação veio após um encontro com o CEO da companhia, Marcos Falcão, no Rio de Janeiro.

Os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel, Antonio Pascale e Bruno Henriques escreveram que as expectativas para 2026 permanecem "razoáveis". O salto, segundo eles, deve acontecer em 2027, impulsionado por custos de retrocessão mais baixos, um resultado financeiro mais forte e benefícios da reforma tributária.

O banco afirma que o IRB tem espaço para atingir um lucro líquido acima de R$ 1 bilhão antes do fim da década, mais que dobrando em relação aos níveis de 2025. Isso faria da companhia uma história de crescimento de lucros de longo prazo.

Preço-alvo e potencial de valorização

O BTG reiterou recomendação de compra para as ações do IRB, com preço-alvo de R$ 67. Isso representa um potencial de valorização de cerca de 24% sobre a cotação de R$ 54 registrada no dia anterior ao relatório.

A transformação vai além de cortes de custos

O banco avalia que uma parte importante da transformação do IRB ocorreu na estrutura da companhia. As mudanças incluem renovação da equipe, melhoria da capacidade de contratação e novos incentivos para executivos.

"A aprovação de um programa de remuneração baseado em alinhamento de valores, semelhante à estrutura utilizada pelo Itaú, deve ajudar a alinhar os funcionários aos acionistas, melhorar a retenção e reforçar uma cultura de longo prazo", escreveram os analistas.

Apesar da redução de despesas administrativas, o banco destaca que a estratégia vai além do corte de custos. "A mensagem mais ampla de Falcão foi que a transformação vai muito além de cortes de custos no curto prazo. A companhia está reconstruindo suas capacidades técnicas, relacionamentos com clientes e cultura comercial", diz o relatório.

Dois fatores que devem impulsionar os resultados em 2027

Para o banco, dois fatores devem impulsionar os resultados no próximo ano.

O primeiro é o fim da necessidade de constituição de reservas relacionadas ao aumento dos prêmios retidos em 2026. O segundo é a reforma tributária, que deverá eliminar a incidência de PIS/Cofins sobre as operações de resseguro.

"Esses fatores significam que o IRB poderia efetivamente entrar em 2027 com um patamar de lucros mais alto", afirmam os analistas. O BTG projeta lucro líquido próximo de R$ 700 milhões em 2027, ante cerca de R$ 550 milhões esperados para 2026.

Expansão internacional e novas operações

Outro ponto destacado pelo BTG é a estratégia de expansão internacional do IRB.

Segundo o banco, a futura operação na Suíça deverá funcionar como a divisão internacional da companhia, aproximando o ressegurador dos principais mercados globais e aumentando sua competitividade. "A operação deve simplificar a gestão dos negócios atualmente escritos no exterior a partir do Brasil, fortalecer os relacionamentos com contrapartes globais e apoiar o crescimento internacional", diz o relatório.

Além disso, uma estrutura suíça poderá obter um rating superior ao brasileiro, reduzindo exigências de garantias e aumentando a competitividade da companhia.

Já a operação em Malta deverá ampliar a atuação em seguro garantia e seguradoras cativas. "Malta deve fornecer a estrutura necessária para competir de forma mais eficaz nesse segmento", escreveram os analistas.

Incorporação de seguradoras no Brasil

O BTG destacou que a incorporação de duas seguradoras no Brasil poderá aumentar significativamente o mercado endereçável da companhia. "O objetivo não é construir uma grande rede de distribuição de varejo própria, mas utilizar a expertise técnica do IRB e canais de terceiros para capturar uma fatia maior da cadeia de valor do setor de seguros", afirma o relatório.

Segundo o banco, embora essa expansão ainda não esteja incorporada às estimativas, ela representa uma importante avenida de crescimento de longo prazo.

Dividendos e alocação de capital

Apesar da melhora operacional, o BTG avalia que ainda há pouco espaço para uma distribuição mais agressiva de dividendos. "Os próximos vencimentos de debêntures e o número de novas iniciativas em desenvolvimento podem demandar capital, enquanto o conselho continua adotando uma abordagem cautelosa para a alocação de capital", afirmam os analistas.

Por isso, o banco vê espaço limitado para um payout materialmente acima das expectativas atuais no curto prazo.

No médio prazo, porém, a expectativa é mais positiva. "Falcão acredita que o IRB deve conseguir sustentar um payout de cerca de 50%, mesmo financiando os novos negócios, já que a operação principal deve gerar capital excedente significativo", diz o relatório.

A visão final do BTG

Ao final do encontro, o BTG reiterou sua visão positiva para a companhia. "De forma geral, o evento reforçou nossa visão de que o IRB superou a fase de reestruturação. A questão-chave agora é quando os investidores passarão a enxergar a companhia como uma história de crescimento, e não apenas como uma resseguradora em recuperação", escreveram os analistas.

O banco conclui afirmando que "gostamos da tese de investimento do IRB" e reiterou sua recomendação de compra para as ações.

Perguntas Frequentes

Qual o preço-alvo do BTG para as ações do IRB?

O BTG Pactual estabeleceu preço-alvo de R$ 67 para as ações do IRB Brasil RE (IRBR3), o que representa um potencial de valorização de cerca de 24% sobre a cotação de R$ 54 registrada no dia anterior ao relatório.

Quando o IRB deve começar a apresentar crescimento de lucro?

Segundo o BTG, o grande salto deve acontecer em 2027, impulsionado por menores custos de retrocessão, melhora do resultado financeiro e efeitos da reforma tributária. O banco projeta lucro líquido próximo de R$ 700 milhões em 2027.

O IRB vai distribuir dividendos?

O BTG avalia que há espaço limitado para distribuição agressiva de dividendos no curto prazo, devido a vencimentos de debêntures e novas iniciativas. No médio prazo, o CEO Marcos Falcão acredita que o IRB pode sustentar um payout de cerca de 50%.

Onde o IRB está se expandindo internacionalmente?

O IRB planeja operações na Suíça, que funcionará como divisão internacional, e em Malta, para atuação em seguro garantia e seguradoras cativas. A operação suíça pode obter rating superior ao brasileiro, reduzindo exigências de garantias.

O que está impulsionando a transformação do IRB?

A transformação inclui renovação da equipe, melhoria da capacidade de contratação, novos incentivos para executivos e um programa de remuneração baseado em alinhamento de valores, semelhante ao utilizado pelo Itaú.

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