ETFs para carteira vencedora: da Bolsa à renda fixa, veja os melhores
Os ETFs entregam uma cesta inteira de ativos em uma única ordem no home broker, com liquidez diária e taxa de administração que varia de 0,03% a 0,60% ao ano entre os fundos que informam o custo. A B3 lista hoje ETFs de Tesouro Selic, debêntures, títulos atrelados à inflação, prefixados, ouro e commodities, não apenas índices de ações. Isso permite montar a carteira inteira sem sair da bolsa.
Com a Selic em 14% ao ano, patamar alcançado após o corte de 0,25 ponto percentual em agosto, o caixa remunerado ocupa o centro das carteiras recomendadas de setembro. A fatia em prefixado curto sobe nas três casas, e a proteção cambial vira decisão declarada, num mês em que Federal Reserve e Copom decidem juros no mesmo dia, 16 de setembro.
No caixa, a XP coloca o pós-fixado com 71,5% do total da carteira conservadora. A Genial justifica a recomendação pelo calendário do mês e escreve que "liquidez remunerada é uma opção de compra sobre oportunidades futuras, e o investidor brasileiro é bem pago enquanto espera". O BTG trocou o fundo que ocupava a posição pelo LIQB11, mudança que reduz o imposto de renda sobre o ganho de capital de 25% para 15%.
No crédito privado, o HGBR11, de crédito corporativo americano com grau de investimento e proteção cambial integral, é recomendado por BTG e XP. A Genial coloca o GICP11 como segunda maior posição da carteira de renda fixa. Em inflação, a XP concentra a exposição em Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, e o peso cresce conforme o perfil de risco. O BTG alongou a posição, ao retirar o PACC11 por entender que já capturou a maior parte do retorno da classe e incluir o PACL11, de IMA-B 5+. A Genial fez o movimento contrário e voltou à classe pela ponta curta, com IMA-B 5, por buscar proteção sem aposta direcional na ponta longa da curva.
Os prefixados são o consenso do mês. As três casas aumentaram a fatia, todas por veículos de prazo curto, com prazo médio na casa dos dois anos. O raciocínio é o mesmo: travar a taxa atual e ganhar com a marcação a mercado se o ciclo de cortes continuar, com sensibilidade a juros menor do que a dos vencimentos longos.
Na Bolsa, a exposição local é pequena em todas as carteiras. O BTG divide a posição igualmente entre um fundo de Ibovespa e um de exportadoras de commodities, movimento que descreve como proteção contra as oscilações cambiais. A Genial abriu posição em BOVA11 neste mês, para capturar uma reprecificação do Brasil caso o ciclo de cortes se confirme. A XP faz a perna doméstica pelo DIVO11, de dividendos, que trata como instrumento defensivo, e não tem bolsa brasileira no perfil conservador.
Em ações internacionais, o BTG divide a fatia em partes iguais entre dois fundos de S&P 500, um com e outro sem proteção cambial. A XP usa um S&P 500 com hedge nos três perfis. A Genial faz a perna global por tema, com semicondutores, e cortou o peso pela metade no mês, movimento que atribui ao rebalanceamento da carteira e não a uma mudança de leitura sobre o ciclo de inteligência artificial.
Onde as casas mais divergem é nos alternativos. A XP aloca em ouro sem variação cambial e em commodities, nos perfis moderado e sofisticado, pela redução de correlação entre as classes tradicionais. A Genial estreou o GBTC11, que segue um índice de paridade de risco entre ouro e Bitcoin (BTC) com cerca de dois terços em ouro, e usa a posição também como exposição cambial. O BTG mantém a fatia tática em alternativos zerada, ante 5% na alocação estrutural.
Para quem busca renda passiva, os ETFs de dividendos como o DIVO11 podem ser uma alternativa, mas é preciso avaliar o perfil de risco. ETFs de dividendos para renda passiva Como investir em ETFs na B3