ETFs para carteira vencedora: da Bolsa à renda fixa, veja os melhores
Com Selic em 14% ao ano, os ETFs ganham espaço na B3 para montar carteiras completas, da renda fixa ao ouro. Veja os 20 fundos mais recomendados para setembro.
Os ETFs entregam uma cesta inteira de ativos em uma única ordem no home broker, com liquidez diária e taxa de administração que varia de 0,03% a 0,60% ao ano entre os fundos que informam o custo. A B3 lista hoje ETFs de Tesouro Selic, debêntures, títulos atrelados à inflação, prefixados, ouro e commodities, não apenas índices de ações. Isso permite montar a carteira inteira sem sair da bolsa.
Com a Selic em 14% ao ano, patamar alcançado após o corte de 0,25 ponto percentual em agosto, o caixa remunerado ocupa o centro das carteiras recomendadas de setembro. A fatia em prefixado curto sobe nas três casas, e a proteção cambial vira decisão declarada, num mês em que Federal Reserve e Copom decidem juros no mesmo dia, 16 de setembro.
No caixa, a XP coloca o pós-fixado com 71,5% do total da carteira conservadora. A Genial justifica a recomendação pelo calendário do mês e escreve que "liquidez remunerada é uma opção de compra sobre oportunidades futuras, e o investidor brasileiro é bem pago enquanto espera". O BTG trocou o fundo que ocupava a posição pelo LIQB11, mudança que reduz o imposto de renda sobre o ganho de capital de 25% para 15%.
No crédito privado, o HGBR11, de crédito corporativo americano com grau de investimento e proteção cambial integral, é recomendado por BTG e XP. A Genial coloca o GICP11 como segunda maior posição da carteira de renda fixa. Em inflação, a XP concentra a exposição em Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, e o peso cresce conforme o perfil de risco. O BTG alongou a posição, ao retirar o PACC11 por entender que já capturou a maior parte do retorno da classe e incluir o PACL11, de IMA-B 5+. A Genial fez o movimento contrário e voltou à classe pela ponta curta, com IMA-B 5, por buscar proteção sem aposta direcional na ponta longa da curva.
Os prefixados são o consenso do mês. As três casas aumentaram a fatia, todas por veículos de prazo curto, com prazo médio na casa dos dois anos. O raciocínio é o mesmo: travar a taxa atual e ganhar com a marcação a mercado se o ciclo de cortes continuar, com sensibilidade a juros menor do que a dos vencimentos longos.
Na Bolsa, a exposição local é pequena em todas as carteiras. O BTG divide a posição igualmente entre um fundo de Ibovespa e um de exportadoras de commodities, movimento que descreve como proteção contra as oscilações cambiais. A Genial abriu posição em BOVA11 neste mês, para capturar uma reprecificação do Brasil caso o ciclo de cortes se confirme. A XP faz a perna doméstica pelo DIVO11, de dividendos, que trata como instrumento defensivo, e não tem bolsa brasileira no perfil conservador.
Em ações internacionais, o BTG divide a fatia em partes iguais entre dois fundos de S&P 500, um com e outro sem proteção cambial. A XP usa um S&P 500 com hedge nos três perfis. A Genial faz a perna global por tema, com semicondutores, e cortou o peso pela metade no mês, movimento que atribui ao rebalanceamento da carteira e não a uma mudança de leitura sobre o ciclo de inteligência artificial.
Onde as casas mais divergem é nos alternativos. A XP aloca em ouro sem variação cambial e em commodities, nos perfis moderado e sofisticado, pela redução de correlação entre as classes tradicionais. A Genial estreou o GBTC11, que segue um índice de paridade de risco entre ouro e Bitcoin (BTC) com cerca de dois terços em ouro, e usa a posição também como exposição cambial. O BTG mantém a fatia tática em alternativos zerada, ante 5% na alocação estrutural.
Para quem busca renda passiva, os ETFs de dividendos como o DIVO11 podem ser uma alternativa, mas é preciso avaliar o perfil de risco. ETFs de dividendos para renda passiva Como investir em ETFs na B3