Economia

Wall Street avança 1% com trégua no Oriente Médio

ResumoWall Street registrou alta de 1% no início da semana, impulsionada pela trégua nas tensões do Oriente Médio. O movimento busca recuperar perdas anteriores, enquanto investidores aguardam os resultados das grandes empresas.

Wall Street começou a semana em alta de 1%, buscando recuperar perdas anteriores, impulsionada pela trégua nas tensões do Oriente Médio. A atenção também se volta para os resultados das grandes empresas.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 27 de julho de 2026
Wall Street avança 1% com trégua no Oriente Médio

Wall Street avança 1% com trégua no Oriente Médio

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta segunda-feira (27) em alta de 1%, na tentativa de recuperar as perdas da semana anterior, impulsionados pelo alívio nas tensões no Oriente Médio e à espera de uma nova decisão de política monetária.

Os balanços corporativos também estão no radar. Empresas como Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgarão os resultados do segundo trimestre ao longo da semana. A atenção dos investidores se concentra nos gastos com inteligência artificial (IA).

Os preços do petróleo recuaram após uma trégua nas ofensivas entre Estados Unidos e Irã, que ocorreram neste fim de semana após 13 dias de embates consecutivos. Segundo fontes à Reuters, Teerã suspenderá os seus ataques, enquanto os EUA mantiverem a pausa. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos do Brent, referência para o mercado internacional, caíam 4,98%, a US$ 87,10 o barril, enquanto os contratos do West Texas Intermediate (WTI) para julho apresentavam recuo de 5,68%, a US$ 84,10 o barril, conforme dados da Intercontinental Exchange (ICE) e da New York Mercantile Exchange (Nymex), respectivamente.

Dados econômicos também estão no foco. As novas encomendas de bens de capital nos Estados Unidos registraram forte aumento em junho, com os pedidos, que excluem aeronaves e são um indicador importante para os gastos das empresas, subindo 0,9% no mês, após uma alta revisada de 1,9% em maio, segundo o Census Bureau do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam um avanço de 0,8%.

Na próxima quarta-feira (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) divulgará uma nova decisão de política monetária. O mercado espera uma manutenção nos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A ferramenta FedWatch do CME Group indica que traders veem 66,3% de chance de juros inalterados pelo Fed nesta manhã, enquanto a probabilidade de ajuste para setembro é de 80,8%.

Francesco Pesole, analista do ING, destaca que a desescalada das tensões no Oriente Médio deve manter a pressão sobre o Fomc na quarta-feira. "A ausência de uma desescalada nas próximas 48 horas também deve manter a pressão sobre o Federal Reserve para adotar um tom mais duro na quarta-feira", afirma o analista.

Perguntas Frequentes

O que causou a alta de 1% em Wall Street?

A alta foi impulsionada pela trégua nas tensões no Oriente Médio, que aliviou a pressão sobre os mercados.

Quais empresas divulgarão resultados nesta semana?

Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft são algumas das empresas que divulgarão seus resultados do segundo trimestre.

O que se espera da política monetária do Fed?

O mercado espera que o Fed mantenha os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima reunião.

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