Economia

Durigan: dívida do Brasil é menor que a de grandes economias, mas sob controle

ResumoO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública do Brasil é inferior à de grandes economias como Estados Unidos e Japão. Durigan alertou que o endividamento brasileiro permanece elevado e que o principal desafio é o controle dos juros, fator que impacta diretamente a vida financeira dos cidadãos.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública do Brasil é menor que a de grandes economias como EUA e Japão, mas alertou que o endividamento ainda é alto e o principal desafio são os juros. Entenda como isso afeta sua vida financeira.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 27 de julho de 2026
Durigan: dívida do Brasil é menor que a de grandes economias, mas sob controle

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública brasileira, embora elevada, é menor que a de grandes economias como Estados Unidos, Japão e China. Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, ele disse que o endividamento do Brasil está entre 80% e 81% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto alguns países chegam a 200%. O ministro alertou, porém, que a situação não é confortável.

A dívida pública do Brasil é menor que a de grandes economias, mas o principal desafio são os juros. Durigan explicou que o custo para rolar a dívida pressiona as contas públicas e, por tabela, afeta o bolso do cidadão. "O que explica hoje o endividamento são os juros no país", afirmou.

Para Durigan, não existe uma regra internacional única para o endividamento. "Não existe uma regra ou um limite colocado nos manuais internacionais, seja do FMI, seja de outra organização internacional", disse. Ele defendeu que a análise fiscal deve considerar as características de cada economia.

O ministro destacou que, mesmo com projeções conservadoras do Tesouro Nacional, a dívida deve crescer até 2030, mas começará a cair em relação ao PIB depois disso. O grande desafio, segundo ele, é impedir que o endividamento continue subindo. A redução desse custo depende da confiança na economia.

"Mostrar que eu tenho uma trajetória sustentável no tempo dá tranquilidade para o investidor", afirmou Durigan. Ele acrescentou que a credibilidade fiscal é ainda mais importante em um cenário global de guerras e incertezas, como o conflito entre EUA e Irã.

O ministro defendeu que o equilíbrio das contas públicas não deve ser visto apenas como resposta ao mercado financeiro, mas como instrumento para garantir crescimento sustentável e melhorar a vida da população. O objetivo, segundo ele, é fazer do Brasil "um porto seguro para o mundo".

Perguntas Frequentes

A dívida do Brasil é maior que a de outros países?

Não. Segundo Durigan, a dívida brasileira, entre 80% e 81% do PIB, é inferior à de economias como Estados Unidos, Japão e China, que chegam a 200%.

O que pressiona a dívida pública brasileira?

O principal fator são os juros pagos pelo governo para rolar a dívida. Isso também afeta as taxas cobradas da população.

Quando a dívida deve começar a cair?

Projeções do Tesouro Nacional indicam que a dívida continuará crescendo até 2030, mas depois começará a reduzir em proporção ao PIB.

O que o governo pretende fazer para controlar a dívida?

Durigan defende a construção de confiança na economia para reduzir os juros e garantir uma trajetória sustentável das contas públicas.

Como a dívida afeta o cidadão comum?

Os juros altos para financiar a dívida pública acabam se refletindo em taxas mais altas para a população, como no crédito e no custo de vida.

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