Economia

Taxas dos DIs caem com pausa dos ataques entre EUA e Irã; veja efeitos

ResumoAs taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) caíram nesta segunda-feira, refletindo o alívio nos mercados após a pausa nos ataques entre EUA e Irã. O petróleo Brent recuou 8,7%, influenciando a curva de juros futuros. A redução das tensões geopolíticas diminuiu a aversão ao risco, impactando diretamente as aplicações atreladas a esses índices.

As taxas dos DIs fecharam em queda nesta segunda-feira, refletindo o alívio nos mercados após a pausa nos ataques entre EUA e Irã. O petróleo Brent caiu 8,7%, e a curva de juros futuros reagiu. Saiba como isso afeta suas aplicações.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 27 de julho de 2026
Taxas dos DIs caem com pausa dos ataques entre EUA e Irã; veja efeitos

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em queda nesta segunda-feira, 27 de julho, em meio ao alívio nos mercados globais. O motivo foi a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que derrubou o petróleo e os rendimentos dos Treasuries.

O que aconteceu com as taxas dos DIs?

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,03%, ante o ajuste de 14,167% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,675%, contra 14,703%.

Por que o mercado reagiu assim?

No fim de semana, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse ao programa "Fox News Sunday" que o presidente Donald Trump havia decidido suspender os ataques para dar mais tempo à diplomacia. Já nesta segunda-feira, Trump afirmou que os EUA mantêm "boas negociações" com o Irã e que "há uma boa chance de que algo possa acontecer" em relação a um possível acordo. Ele também ameaçou com uma "forte ação militar" caso a diplomacia fracasse.

A notícia foi bem recebida pelos mercados. Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 8,7%, fechando a US$88,36 o barril, menor valor desde 17 de julho. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, caía 4 pontos-base, a 4,639%.

O que dizem os especialistas?

"Quando há uma tendência de que o conflito seja resolvido é natural que as curvas de juros futuros deem uma corrigida", disse Gabriel Felix, especialista de alocação da Blue3 Investimentos.

E no Brasil, como fica?

No âmbito doméstico, o destaque do dia foi a pesquisa Focus do Banco Central. A expectativa para a alta do IPCA em 2026 caiu a 5,12%, de 5,15% na semana anterior. Contudo, as projeções para a inflação no próximo ano e em 2028 subiram 0,02 ponto percentual, respectivamente a 4,22% e 3,80%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que segue a expectativa de que o Comitê de Política Monetária do BC reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da próxima semana, a 14,00%, terminando o ano neste patamar. Para 2027 foi mantida a projeção de que a Selic ficará em 12,0%.

O que esperar para os próximos dias?

Ao longo da semana, as atenções do mercado se voltam para o IPCA-15 de julho na terça-feira e para a decisão de juros do Federal Reserve, na quarta.

Perguntas Frequentes

O que são DIs?

DIs são Depósitos Interfinanceiros, títulos que refletem as expectativas do mercado para a taxa de juros futura.

Por que a pausa nos ataques entre EUA e Irã afeta os DIs?

Porque reduz o risco geopolítico, derruba o petróleo e os rendimentos dos Treasuries, abrindo espaço para queda nos juros futuros.

O que é a pesquisa Focus?

É uma pesquisa semanal do Banco Central com cerca de cem economistas, que projeta indicadores como inflação e Selic.

Qual a expectativa para a Selic?

A Focus aponta redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, para 14,00%, com manutenção até o fim do ano.

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