Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo; entenda
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (27), atingindo o maior valor em duas semanas. A moeda norte-americana foi pressionada pela forte queda do petróleo, que perdeu mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã. Entenda como isso afeta seus investimentos e o b
O mercado financeiro iniciou a semana em direções opostas. O dólar fechou em alta, atingindo o maior valor em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. Já a bolsa brasileira avançou, sustentada por ações de bancos e mineradoras.
Como o petróleo afetou o dólar
O petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity. O dólar à vista encerrou a segunda-feira (27) vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%, o maior nível desde o último dia 13.
A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.
Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.
O que esperar do Federal Reserve
O mercado acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, e continuou monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.
Bolsa brasileira subiu
Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.
Petróleo: o que motivou a queda
Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.
A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países. O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.
Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.
Como isso afeta seus investimentos
A alta do dólar pressiona importados e pode encarecer viagens, enquanto a queda do petróleo alivia custos de combustíveis. Para quem investe, a bolsa mostrou resiliência, mas a volatilidade externa pede cautela.
Perguntas Frequentes
O dólar vai continuar subindo?
A tendência depende do cenário externo, especialmente das decisões do Fed e das negociações entre EUA e Irã.
O que faz o dólar subir?
Fatores como queda do petróleo, alta do DXY e incertezas políticas pressionam a moeda brasileira.
Como a queda do petróleo afeta o Brasil?
O Brasil é exportador líquido de petróleo, então a queda reduz a entrada de dólares e enfraquece o real.
O Ibovespa pode continuar subindo?
Sim, se o ambiente externo melhorar e os setores de bancos e mineradoras mantiverem o suporte.
Qual a previsão para o câmbio em 2026?
A moeda acumula queda de 6,86% no ano, mas projeções dependem de política monetária e comércio global.