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Copom, BoE, desemprego EUA: destaques desta 5ª

A quinta-feira (17) amanhece com o mercado digerindo a Super Quarta. O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 13,75% ao ano, quinta redução consecutiva e unânime. O Fed fez o caminho oposto e elevou a taxa americana para a faixa de 3,75% a 4%, primeira alta desde 2023. O diferencial de juros entre os dois países encolheu, e o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, a 185.547,66 pontos.

O destaque desta quinta é a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), amplamente esperada pelo mercado. Nos EUA, investidores acompanham os pedidos semanais de auxílio-desemprego. O petróleo recuou e ajuda a aliviar pressões inflacionárias, enquanto o mercado avalia até que ponto o tom duro do Fed ofusca a porta aberta deixada pelo Copom para novos cortes.

O que muda no seu bolso com o Copom

A Selic a 13,75% mantém a renda fixa atrativa. Quem tem CDB, Tesouro Selic ou fundo DI segue com remuneração elevada, mas a tendência de queda reduz o retorno futuro dessas aplicações. Já o crédito continua caro: cartão, cheque especial e empréstimo pessoal seguem com juros altos. O corte de 0,25 ponto é pequeno no alívio imediato, mas sinaliza direção.

No câmbio, a redução do diferencial de juros tende a pressionar o real, o que encarece viagens e produtos importados. Para quem investe em ativos de risco, a queda do Ibovespa em 0,51% reflete a cautela com o tom mais restritivo do Fed.

Agenda política e corporativa

O presidente Lula recebe a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, às 9h, no Palácio do Planalto. Às 14h, parte da Base Aérea de Brasília para Montes Claros, onde chega às 14h50. Às 16h, visita o novo Complexo Industrial da Eurofarma, na Estrada da Produção, participa de foto com trabalhadores às 16h45 e acompanha intervenções na nova unidade às 17h.

O mercado ainda aguarda pesquisas eleitorais da Datafolha, AtlasIntel, PoderData e Gerp. Nos EUA, o presidente Donald Trump criticou o Fed no Truth Social: "As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo, DE LONGE".

Petrobras e diesel

A nova escalada dos preços internacionais do diesel ampliou a defasagem em relação aos valores praticados pela Petrobras (PETR3; PETR4), levando importadores a adiar compras. Para o próximo mês, estão previstas importações de 120 mil metros cúbicos (m³), sendo cerca de 75% da Petrobras, segundo o line up da Abicom. O movimento preocupa o setor, que vê risco de restrições localizadas de oferta.

impacto da Selic na renda fixa

como o câmbio afeta seus investimentos

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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