Economia

Infantino tem apoio de mais de 200 federações para reeleição na Fifa, diz jornal

ResumoGianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu apoio de mais de 200 das 211 federações filiadas para concorrer a um novo mandato, conforme reportagem do jornal The New York Times. O movimento antecipa o cenário de reeleição e demonstra a popularidade do dirigente entre as confederações.

Segundo o jornal The New York Times, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já tem apoio de mais de 200 das 211 federações filiadas para concorrer a um novo mandato. O movimento antecipa o cenário de reeleição e reforça a popularidade do dirigente entre as confederações.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 17 de julho de 2026
Infantino tem apoio de mais de 200 federações para reeleição na Fifa, diz jornal

Infantino já tem apoio de mais de 200 federações para reeleição na Fifa, diz jornal

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já teria garantido o apoio de mais de 200 das 211 federações nacionais para concorrer a um novo mandato, de acordo com reportagem do The New York Times publicada em junho de 2026. O movimento ocorre antes mesmo do anúncio oficial da candidatura e sinaliza um cenário de reeleição praticamente consolidado.

Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, já teria o apoio de mais de 200 das 211 federações filiadas para concorrer a um novo mandato, segundo o jornal The New York Times. O movimento ocorre antes mesmo do anúncio oficial da candidatura e reflete a força política do dirigente no futebol mundial.

O apoio das federações: mais de 200 já declararam voto

De acordo com a reportagem, a articulação começou nos bastidores ainda em 2025, com contatos diretos de Infantino com presidentes de confederações continentais. A meta era consolidar o apoio antes do Congresso da Fifa, marcado para o primeiro semestre de 2027, quando ocorre a eleição.

O número de 200 federações representa cerca de 95% do total de 211 filiadas à entidade. Para efeito de comparação, na eleição de 2019, Infantino foi reeleito com 193 votos favoráveis, contra 15 abstenções e 3 votos contrários.

A reportagem do The New York Times cita fontes anônimas próximas ao comitê executivo da Fifa e a dirigentes de federações da África, Ásia e América Latina, regiões que historicamente formam a base de apoio do presidente.

Por que Infantino é tão popular entre as federações?

A popularidade de Infantino entre as federações se explica por três fatores principais:

  1. Distribuição de receitas: sob sua gestão, a Fifa aumentou o repasse direto às federações nacionais. Cada filiada passou a receber US$ 8 milhões por ciclo de quatro anos, ante US$ 4 milhões no mandato anterior. O valor foi confirmado em relatórios financeiros da entidade.
  1. Expansão de torneios: a Copa do Mundo passou de 32 para 48 seleções a partir de 2026, ampliando a participação de países menores e gerando mais receita de direitos de transmissão e patrocínio.
  1. Estabilidade política: Infantino não enfrentou oposição organizada nas últimas eleições. O único candidato declarado em 2023 foi ele mesmo, e a eleição foi realizada por aclamação.

A combinação desses fatores cria um ciclo de dependência e lealdade: federações menores dependem dos repasses da Fifa para manter suas atividades, e Infantino garante o fluxo de recursos.

O cenário de reeleição: o que dizem as regras da Fifa

A eleição para a presidência da Fifa ocorre a cada quatro anos, durante o Congresso da entidade. O próximo pleito está previsto para 2027. Para se candidatar, o postulante precisa:

  • Ser indicado por pelo menos cinco federações nacionais
  • Passar por uma comissão de elegibilidade
  • Não ter condenação criminal ou violação ao código de ética da Fifa

Infantino já cumpriu todos os requisitos nos pleitos anteriores. Em 2023, foi reeleito sem adversários, após a desistência do único concorrente, o sheik Salman bin Ibrahim Al Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol.

A vantagem de Infantino é que, ao garantir o apoio de mais de 200 federações antes mesmo do anúncio oficial, ele desestimula eventuais candidaturas de oposição. Qualquer concorrente precisaria convencer dezenas de federações a mudar de lado, tarefa quase impossível diante do atual cenário.

Os bastidores da articulação política

Segundo fontes ouvidas pelo The New York Times, a estratégia de Infantino foi antecipar o movimento de apoio para neutralizar críticas e criar um fato consumado. A reportagem indica que:

  • Infantino se reuniu pessoalmente com presidentes de federações da África e da Ásia entre outubro de 2025 e março de 2026
  • O presidente da Fifa ofereceu garantias de manutenção dos repasses financeiros e ampliação de programas de desenvolvimento
  • A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já teriam manifestado apoio público

A notícia foi recebida com surpresa por parte da imprensa europeia, que esperava uma possível candidatura de oposição vinda da UEFA. No entanto, até o momento, nenhum nome forte surgiu.

O que esperar do novo mandato de Infantino

Caso reeleito, Infantino deve dar continuidade às suas principais bandeiras:

  • Expansão da Copa do Mundo Feminina: de 32 para 48 seleções, seguindo o modelo masculino
  • Criação de uma Super Copa do Mundo de clubes: torneio com 32 equipes, previsto para 2029
  • Aumento do investimento em desenvolvimento: programas de capacitação para federações menores

A expectativa é que o novo mandato seja marcado por mais centralização de poder e aumento do orçamento da entidade. Em 2025, a Fifa registrou receita recorde de US$ 7,5 bilhões, impulsionada pela Copa do Mundo de 2026 e novos contratos de patrocínio.

Críticas e controvérsias

Apesar do amplo apoio, a gestão de Infantino também enfrenta críticas:

  • Transparência: organizações como a Transparency International apontam falta de clareza nos contratos de patrocínio e na distribuição de recursos
  • Direitos humanos: a escolha de sedes como Catar (Copa de 2022) e Arábia Saudita (potencial candidata a 2034) gerou questionamentos sobre condições de trabalho e liberdades individuais
  • Concentração de poder: Infantino acumula funções executivas e decisórias, o que enfraquece mecanismos de controle interno

A reportagem do The New York Times cita que, internamente, alguns membros do comitê executivo da Fifa demonstraram preocupação com a falta de oposição, mas reconhecem que não há força política para mudar o cenário.

impactos da reeleição de infantino no futebol brasileiro

Perguntas Frequentes

Quantas federações a Fifa tem?

A Fifa conta com 211 federações nacionais filiadas, número que inclui todos os países e territórios reconhecidos pela entidade.

Quando será a próxima eleição da Fifa?

A eleição para a presidência da Fifa está prevista para o Congresso da entidade em 2027. A data exata ainda não foi confirmada.

Infantino já foi reeleito antes?

Sim. Infantino foi reeleito em 2019 e em 2023. Em ambas as ocasiões, obteve ampla maioria dos votos.

Quem pode se candidatar à presidência da Fifa?

Qualquer pessoa indicada por pelo menos cinco federações nacionais pode se candidatar, desde que atenda aos critérios de elegibilidade da entidade.

O apoio de 200 federações garante a reeleição?

Na prática, sim. Com mais de 95% dos votos, Infantino teria uma vitória consolidada, a menos que haja mudança significativa no cenário político até a eleição.

Qual a fonte da informação sobre o apoio?

A informação foi publicada pelo jornal The New York Times em junho de 2026, com base em fontes anônimas próximas ao comitê executivo da Fifa e a dirigentes de federações.

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