Economia

Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

ResumoO secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a tensões comerciais e busca equilibrar interesses nacionais com a abertura de diálogo.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a tensões comerciais e busca equilibrar interesses nacionais com a abertura de diálogo.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 17 de julho de 2026
Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em resposta a medidas protecionistas adotadas pela administração americana, que afetam setores como siderurgia e agricultura brasileira. O governo brasileiro busca equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a manutenção de canais de diálogo abertos com Washington.

O Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, segundo Durigan, que destacou a importância de uma abordagem diplomática para evitar retaliações que prejudiquem ambos os lados. A posição do governo é de buscar acordos bilaterais que reduzam barreiras comerciais, sem abrir mão de instrumentos de defesa comercial previstos em acordos internacionais.

Entenda as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil

As tarifas impostas pelos EUA ao Brasil incluem sobretaxas sobre aço e alumínio, além de barreiras a produtos agrícolas como suco de laranja e etanol. Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações brasileiras afetadas representam cerca de 3% do total vendido ao mercado americano. A medida americana foi justificada com base na segurança nacional, mas o Brasil contesta a argumentação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Quais setores são mais afetados?

Os setores mais impactados são siderurgia, alumínio, agricultura e manufatura. A indústria brasileira de aço, por exemplo, responde por 12% das exportações para os EUA. Produtores de suco de laranja e etanol também sentem o peso das tarifas, que chegam a 25% em alguns casos.

A estratégia de negociação do governo brasileiro

Durigan afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, mas deixou claro que o país não aceitará imposições unilaterais. A estratégia inclui três pilares: diálogo direto com autoridades americanas, uso de mecanismos da OMC e fortalecimento de parcerias com outros países afetados, como China e União Europeia comércio internacional e diplomacia.

O papel do Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda lidera as negociações, em articulação com o Itamaraty e o Ministério da Agricultura. A pasta já realizou reuniões técnicas com o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) para discutir alternativas. O governo brasileiro propõe a criação de um mecanismo de consulta bilateral para resolver disputas comerciais sem recorrer a tarifas punitivas.

Reações do setor produtivo brasileiro

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira do Aço (Aço Brasil) manifestaram apoio à posição do governo, mas cobram medidas concretas. A CNI estima que as tarifas podem reduzir em até 5% as exportações brasileiras para os EUA no curto prazo. Já a Fiesp defende a diversificação de mercados como estratégia de médio prazo.

Como as empresas podem se preparar?

Empresas exportadoras podem buscar certificações de origem, revisar contratos internacionais e explorar linhas de crédito do BNDES para exportação. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) recomenda que as empresas acompanhem as negociações e mantenham contato com as câmaras de comércio bilaterais.

Impactos econômicos das tarifas

As tarifas impostas pelos EUA podem gerar perdas de até US$ 2 bilhões para o Brasil em 2025, segundo estimativas de economistas do mercado. O impacto é mais severo em estados como Minas Gerais e São Paulo, que concentram a produção siderúrgica. O governo federal já anunciou medidas de apoio, como linhas de crédito subsidiadas e redução de burocracia para exportadores.

Inflação e emprego

As tarifas podem pressionar a inflação em setores como construção civil, que depende do aço importado. O Banco Central monitora os efeitos sobre os preços, mas ainda não há projeções oficiais de impacto no IPCA. No emprego, setores mais expostos podem registrar queda de até 2% na contratação, segundo dados do Caged.

Comparação com outros países

O Brasil não está sozinho na disputa com os EUA. Países como Canadá, México e União Europeia também enfrentam tarifas americanas e adotaram estratégias semelhantes de negociação. O Canadá, por exemplo, recorreu à OMC e impôs tarifas retaliatórias sobre produtos americanos. O Brasil estuda medidas similares, mas Durigan sinalizou preferência pelo diálogo.

O que dizem os especialistas

Economistas ouvidos pela reportagem avaliam que a postura do governo é acertada, mas alertam para a necessidade de prazos claros. "O Brasil não pode prolongar a negociação indefinidamente", afirma o professor de comércio internacional da USP, Roberto Alves. "É preciso ter um cronograma de resultados."

Perguntas Frequentes

O Brasil vai retaliar as tarifas dos EUA?

O governo não descarta a retaliação, mas prioriza o diálogo. Durigan afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, mas medidas recíprocas podem ser adotadas se as negociações não avançarem.

Quais produtos brasileiros são mais taxados?

Aço, alumínio, suco de laranja e etanol estão entre os produtos mais afetados. As tarifas variam de 10% a 25%, dependendo do setor.

Como as tarifas afetam o consumidor brasileiro?

O consumidor pode sentir alta nos preços de materiais de construção e alimentos processados, caso as tarifas se mantenham por longo prazo.

O Brasil pode recorrer à OMC?

Sim. O Brasil já iniciou consultas formais na OMC e pode avançar para um painel de arbitragem se não houver acordo bilateral.

Qual o papel do Congresso nas negociações?

O Congresso acompanha as negociações por meio de comissões de relações exteriores e pode aprovar medidas de apoio a setores afetados, como subsídios e linhas de crédito.

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