Economia

Durigan afirma que estabilidade econômica será mantida apesar de tarifas dos EUA

ResumoO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a estabilidade econômica brasileira será mantida apesar das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. O arcabouço fiscal e a meta de inflação permanecem como pilares inegociáveis da política econômica. A declaração foi feita em evento em Brasília, em meio a tensões comerciais internacionais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a estabilidade econômica será mantida apesar das tarifas comerciais dos EUA. Em evento em Brasília, ele disse que o arcabouço fiscal e a meta de inflação seguem como pilares inegociáveis. A declaração ocorre em meio a tensões co

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 16 de julho de 2026
Durigan afirma que estabilidade econômica será mantida apesar de tarifas dos EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Durigan), afirmou que a estabilidade econômica do Brasil será preservada mesmo com as tarifas impostas pelos EUA. Segundo ele, o arcabouço fiscal e a meta de inflação são pilares que não serão flexibilizados. A declaração foi dada durante evento em Brasília nesta quarta-feira.

O que Durigan disse sobre as tarifas dos EUA

Em discurso no seminário "Novos Rumos da Economia", Haddad afirmou que o governo brasileiro mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal. "A estabilidade econômica é conquista que não será sacrificada por pressões externas", disse o ministro.

Ele reconheceu que as tarifas americanas sobre aço e alumínio geram incertezas, mas garantiu que a equipe econômica tem instrumentos para mitigar impactos. "O arcabouço fiscal e a meta de inflação continuam sendo nossos guias", completou.

Impactos das tarifas na economia brasileira

As tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, anunciadas pelos EUA em maio, afetam diretamente setores como siderurgia e metalurgia. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras de aço para os EUA somaram US$ 2,8 bilhões em 2025.

Para a balança comercial, o impacto pode chegar a 0,3% do PIB, conforme estimativas da equipe econômica. Haddad afirmou que o governo negocia exceções com Washington e prepara medidas de apoio aos setores afetados impactos das tarifas dos EUA no Brasil.

Arcabouço fiscal como escudo

O novo arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece regras para o crescimento das despesas. O ministro reforçou que o cumprimento das metas fiscais é condição para a credibilidade internacional. "Não abriremos mão da disciplina fiscal", declarou.

Segundo o Tesouro Nacional, o déficit primário deve ficar em 0,5% do PIB em 2026, dentro do limite do arcabouço. A dívida pública bruta está projetada em 74% do PIB, patamar considerado administrável por analistas.

Meta de inflação e política monetária

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O Banco Central mantém a Selic em 9,75% ao ano, após dois cortes consecutivos.

Haddad disse que a política monetária independente é aliada da estabilidade. "O BC tem autonomia para perseguir a meta, e o governo não interferirá", afirmou. A inflação acumulada em 12 meses até maio foi de 4,2%, acima do centro da meta, mas dentro do intervalo.

Cenário internacional e riscos

Especialistas apontam que tarifas comerciais elevam a inflação global e reduzem o crescimento. O FMI projeta crescimento global de 3,1% em 2026, abaixo dos 3,4% de 2025.

Para o Brasil, a equipe econômica estima PIB de 2,2% em 2026, com riscos de baixa devido ao cenário externo. Haddad afirmou que o governo monitora a situação e pode adotar medidas adicionais se necessário projeções econômicas para 2026.

Reações do mercado e de setores produtivos

O mercado financeiro recebeu com cautela as declarações de Haddad. O dólar comercial fechou a R$ 5,45 nesta quarta-feira, em leve alta de 0,3%. A bolsa de valores (Ibovespa) caiu 0,8%, influenciada pelo noticiário externo.

A indústria siderúrgica, por meio do Instituto Aço Brasil, cobrou medidas compensatórias. O presidente do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, disse que "as tarifas americanas são um golpe no setor" e pediu agilidade nas negociações.

Perguntas Frequentes

O que Durigan disse sobre as tarifas dos EUA?

O ministro afirmou que a estabilidade econômica será mantida, com arcabouço fiscal e meta de inflação como pilares.

Quais setores são mais afetados pelas tarifas?

Siderurgia, metalurgia e setores que exportam aço e alumínio para os EUA são os mais impactados.

O governo vai rever o arcabouço fiscal por causa das tarifas?

Não. Haddad afirmou que o arcabouço fiscal é inegociável e continuará sendo seguido.

Qual a meta de inflação para 2026?

3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Como o mercado reagiu às declarações?

Com cautela. Dólar subiu 0,3% e Ibovespa caiu 0,8%, refletindo incertezas externas.

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