Dólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleo; veja análise
O dólar comercial caiu 0,42% nesta quarta-feira (22), fechando a R$ 5,053, o menor valor desde 2 de junho. A alta do petróleo, o fluxo de capital estrangeiro e os juros altos no Brasil impulsionaram a queda, enquanto o Ibovespa avançou mais de 2%.
O dólar comercial caiu 0,42% nesta quarta-feira (22), fechando a R$ 5,053, o menor valor desde 2 de junho. A alta do petróleo, o fluxo de capital estrangeiro e o apetite de investidores pelos juros altos no Brasil empurraram a cotação para baixo, em um movimento que também impulsionou a Bolsa brasileira.
O dólar comercial caiu 0,42%, para R$ 5,053, registrando o menor fechamento desde 2 de junho e acumulando a terceira sessão consecutiva de baixa. O movimento ocorreu em meio à entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, favorecida pela diferença dos juros brasileiros em relação aos dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo. A moeda chegou a operar em alta no início das negociações, mas passou a recuar após a abertura do mercado de ações, acompanhando a forte valorização da bolsa e o desempenho positivo de outras moedas de países emergentes.
O papel do petróleo e do fluxo estrangeiro
A alta do petróleo, cujo barril voltou a aproximar-se dos US$ 95, melhora as perspectivas para a balança comercial brasileira. Isso porque o país é exportador líquido do produto. Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e o anúncio de novas medidas de apoio do governo às empresas afetadas, o impacto sobre o câmbio foi limitado, já que o mercado considerava esses fatores amplamente precificados.
Dados do Banco Central também contribuíram para o cenário positivo. O fluxo cambial total acumulado em 2026 até julho ficou positivo em US$ 17,946 bilhões, refletindo principalmente a melhora do fluxo financeiro em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ibovespa avança com mineradoras e petroleiras
O Ibovespa subiu 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, maior nível desde o último dia 10. O indicador interrompeu uma sequência de cinco sessões de queda. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações de mineradoras, petroleiras e bancos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a forte valorização do petróleo no mercado internacional, reforçando o desempenho do índice. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da estatal subiram 2,39%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) avançaram 2,21%.
Segundo analistas, o mercado brasileiro também foi beneficiado pelo retorno do fluxo estrangeiro, diante da busca por ativos baratos em comparação às bolsas estadunidense. O movimento ocorreu mesmo com os principais índices de Nova York encerrando o dia em queda.
Tensões no Oriente Médio sustentam petróleo
Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva, sustentados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo de petróleo no Oriente Médio. Referência nas negociações internacionais, o barril do tipo Brent para setembro avançou 3,36%, para US$ 94,07 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,95%, encerrando a US$ 86,83.
O mercado segue atento aos riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e de Bab-el-Mandeb, rotas estratégicas para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas ampliaram os temores sobre a oferta da commodity, mesmo após os Estados Unidos divulgarem aumento nos estoques de petróleo acima do esperado na última semana.
Perguntas Frequentes
O dólar caiu quanto nesta quarta-feira?
O dólar comercial caiu 0,42%, fechando a R$ 5,053, o menor valor desde 2 de junho.
Por que o dólar caiu?
A queda foi impulsionada pela alta do petróleo, fluxo de capital estrangeiro e apetite por juros altos no Brasil.
O Ibovespa subiu quanto?
O Ibovespa subiu 2,44%, encerrando aos 177.547,57 pontos, interrompendo cinco sessões de queda.
Qual a cotação do petróleo?
O barril Brent subiu 3,36%, para US$ 94,07; o WTI avançou 2,95%, a US$ 86,83.
As tarifas dos EUA afetaram o câmbio?
O impacto foi limitado, pois o mercado já considerava esses fatores amplamente precificados.