Datafolha: 52% veem Trump atuando para favorecer candidatura de Flávio
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) revela que 52% dos brasileiros avaliam que o governo de Donald Trump atua para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2026. Entre eleitores de Lula, o percentual sobe para 73%.
Datafolha: 52% veem Trump atuando para favorecer candidatura de Flávio
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) mostra que 52% dos brasileiros acreditam que o governo de Donald Trump atua para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto em 2026. Outros 37% afirmam que Trump não age com esse objetivo, enquanto 11% não souberam responder.
A percepção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Flávio, 29% enxergam uma tentativa de favorecimento por parte do governo americano. Já entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esse percentual sobe para 73%.
Tarifas americanas entram no centro da campanha
O levantamento foi realizado após a entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, tema que passou a ocupar espaço central na campanha eleitoral. O PT transformou a medida em um dos principais eixos de ataque ao adversário, buscando associar o senador ao endurecimento da política comercial americana. Nas redes sociais e entre dirigentes do partido, Flávio passou a ser chamado de "TariFlávio".
O senador, por sua vez, procurou se desvincular da decisão da Casa Branca. Nos últimos dias, defendeu que os Estados Unidos suspendam as tarifas por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90, para permitir a continuidade das negociações entre os dois países.
Quem tem mais razão no conflito comercial?
O Datafolha também mediu qual versão sobre o conflito comercial encontra maior respaldo entre os eleitores. Para 34% dos entrevistados, Lula tem mais razão. Outros 26% concordam mais com Flávio. Um grupo de 24% considera que nenhum dos dois está correto, enquanto 11% afirmam que ambos têm razão. Outros 6% não responderam.
Responsabilidade pelas tarifas
Apesar de a maioria enxergar uma atuação de Trump favorável a Flávio, o levantamento mostra que os entrevistados atribuem ao governo brasileiro a maior parcela de responsabilidade pelo aumento das tarifas. Questionados sobre quem é o principal responsável pela escalada da disputa comercial, 35% citaram Lula. Trump aparece em seguida, com 28%. Flávio Bolsonaro foi mencionado por 13% dos entrevistados, enquanto Eduardo Bolsonaro recebeu 10% das citações. Outros 10% não souberam responder.
Negociação é a saída preferida
O Datafolha também perguntou qual deveria ser a reação do Brasil diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos. A estratégia mais apoiada é a negociação diplomática. Para 74% dos entrevistados, o governo brasileiro deve tentar convencer Trump a rever as tarifas. Outros 17% defendem que o Brasil responda com tarifas equivalentes sobre produtos americanos. Apenas 2% consideram que o país deveria aceitar as exigências apresentadas pelos Estados Unidos.
O instituto ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 22 e 23 de julho. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
Perguntas Frequentes
O que diz a pesquisa Datafolha sobre Trump e Flávio Bolsonaro?
A pesquisa mostra que 52% dos brasileiros acreditam que o governo Trump atua para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026.
Qual a diferença entre eleitores de Lula e de Flávio?
Entre eleitores de Lula, 73% veem favorecimento de Trump a Flávio. Entre eleitores de Flávio, o percentual é de 29%.
Qual a margem de erro da pesquisa?
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Quantas pessoas foram ouvidas?
Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios nos dias 22 e 23 de julho.
O que a maioria acha que o Brasil deve fazer sobre as tarifas?
74% defendem que o governo brasileiro tente convencer Trump a rever as tarifas por meio de negociação diplomática.