XP inicia cobertura do setor educacional; Cogna é a preferida
A XP Investimentos iniciou a cobertura do setor de educação brasileiro com uma visão construtiva. A corretora enxerga gestão das companhias focada na geração de caixa, múltiplos atrativos, políticas de dividendos e precificação dos riscos do marco regulatório do ensino a distância.
"Após anos de reestruturação decorrentes das mudanças nos programas governamentais de financiamento estudantil (FIES), o setor entrou em uma nova fase, com foco em rentabilidade, geração de caixa e desalavancagem", avalia a XP. A casa espera que a maioria das empresas listadas apresente rendimento de fluxo de caixa livre de aproximadamente 20% em 2026.
Apesar disso, as ações do setor caíram, em média, 15% no acumulado do ano, em meio a preocupações regulatórias, endividamento das famílias e potencial desaceleração econômica. A XP avalia que um múltiplo médio de 5 vezes o preço em relação ao lucro estimado para 2027 já reflete um cenário desafiador.
"Mesmo diante de uma contração de 50 a 300 pontos-base na margem EBITDA, a geração de caixa e valuations permanecem atrativos, especialmente entre as empresas focadas no segmento premium: Cogna e Yduqs", afirma a corretora.
Para a XP, a Cogna (COGN3) está bem posicionada para sustentar crescimento sólido, equilibrando os desafios do ensino superior com um momento mais favorável na educação básica. "Uma recuperação nas matrículas presenciais de enfermagem e reajustes maiores nas mensalidades devem sustentar o crescimento, apesar de uma tendência mais fraca nas novas matrículas no ensino a distância", diz a casa. A forte geração de caixa, com rendimento de fluxo de caixa livre de 20%, poderia permitir distribuição de dividendos acima do mínimo atual de 25%.
A XP tem recomendação de compra para Cogna, com preço-alvo de R$ 3,50, implicando potencial de valorização de 56%.
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