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WEG tem mais uma elevação de recomendação: Goldman Sachs faz upgrade, mas mantém cautela

ResumoGoldman Sachs elevou a recomendação da WEG (WEGE3) de venda para neutra, citando expectativas ajustadas e melhora gradual. O banco manteve preço-alvo de R$ 42,60, abaixo da cotação atual, indicando cautela. A decisão reflete riscos equilibrados para o investidor no curto prazo.

Goldman Sachs elevou recomendação da WEG (WEGE3) de venda para neutra, citando expectativas ajustadas e melhora gradual. Apesar do upgrade, o banco mantém cautela com preço-alvo de R$ 42,60, abaixo da cotação atual. Entenda os impactos para o investidor.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 28 de julho de 2026
WEG tem mais uma elevação de recomendação: Goldman Sachs faz upgrade, mas mantém cautela

WEG tem mais uma elevação de recomendação: Goldman Sachs faz upgrade, mas mantém cautela

O Goldman Sachs elevou a recomendação para as ações da WEG (WEGE3) de venda para neutra, citando uma combinação de expectativas mais ajustadas pelo mercado, melhora gradual do ritmo de crescimento da companhia e uma avaliação que considera mais equilibrada em relação aos fundamentos atuais. Apesar do upgrade, o banco manteve uma visão cautelosa sobre o potencial de valorização dos papéis, estabelecendo preço-alvo de R$ 42,60 para os próximos 12 meses, abaixo da cotação de R$ 46,40 observada no fechamento de 27 de julho.

Goldman Sachs eleva recomendação da WEG: o que mudou?

Segundo os analistas João Frizo e Bruno Amorim, uma das principais teses por trás da recomendação negativa anterior era a expectativa de que o mercado precisaria revisar para baixo suas projeções de crescimento da empresa, especialmente diante dos impactos da valorização do real sobre os resultados.

Como cerca de 60% das receitas da WEG são geradas no exterior, a apreciação da moeda brasileira reduziu receitas e lucros convertidos para reais. Ao longo de 2026, no entanto, o consenso de mercado já cortou em cerca de 6% as estimativas de receita e em 8% as projeções de lucro líquido, aproximando-se das estimativas do Goldman.

Por que o banco mudou de ideia?

O banco também avalia que a trajetória operacional da companhia deve ganhar força nos próximos trimestres. Entre os fatores apontados estão a normalização da base de comparação dos projetos solares, o menor impacto cambial com os níveis atuais do real e, principalmente, a expansão de capacidade no segmento de transmissão e distribuição de energia (T&D), tanto no Brasil quanto no exterior. Na visão dos analistas, esses investimentos devem começar a impulsionar de forma mais relevante as receitas a partir do quarto trimestre de 2026.

Projeções do Goldman Sachs para WEGE3

Com isso, o Goldman espera que a receita da WEG cresça apenas 1,7% em 2026, para R$ 41,5 bilhões, mas acelere para 16,1% em 2027, alcançando R$ 48,2 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, deve recuar 4,2% neste ano, para R$ 6,1 bilhões, antes de voltar a avançar 15,1% em 2027, para cerca de R$ 7 bilhões.

Ação já precifica crescimento esperado

Apesar da melhora nas perspectivas operacionais, o banco entende que a ação já precifica uma parcela importante desse crescimento esperado. A WEG negocia atualmente a cerca de 25 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, múltiplo próximo da média histórica de dez anos, de aproximadamente 24 vezes. Segundo o Goldman, esse prêmio reflete não apenas a qualidade do negócio, mas também o fato de a companhia ser vista por investidores como uma proteção contra a volatilidade macroeconômica brasileira, uma vez que possui forte exposição internacional.

Riscos e gatilhos para a ação

Os analistas ressaltam ainda que os riscos de novas revisões negativas parecem mais limitados após os resultados do segundo trimestre e a acomodação das expectativas do mercado. Por outro lado, também enxergam poucos gatilhos para revisões relevantes para cima, já que o mercado já embute em suas projeções a contribuição das novas capacidades produtivas de T&D previstas para entrar em operação entre 2026 e 2027.

Novo preço-alvo e múltiplo

Como reflexo dessa visão mais equilibrada, o Goldman elevou seu preço-alvo de R$ 37,30 para R$ 42,60 e aumentou o múltiplo utilizado na avaliação para 24 vezes o lucro projetado, ante 22 vezes anteriormente. Ainda assim, a instituição conclui que a relação entre risco e retorno está hoje mais balanceada, justificando a mudança de recomendação para neutra.

Outros bancos também elevaram recomendação

Cabe ressaltar que o Bradesco BBI e o JPMorgan elevaram a recomendação para WEGE3, mas com visão mais positiva ao elevarem para compra.

O que esperar para o investidor?

O upgrade do Goldman Sachs para neutra sinaliza que o pior pode ter passado para a WEG, mas o banco vê espaço limitado para valorização no curto prazo. Com a ação negociando a múltiplos elevados e o preço-alvo abaixo da cotação atual, o investidor deve ponderar o potencial de crescimento de longo prazo contra o prêmio já embutido no papel. A melhora operacional esperada para 2027, impulsionada pelos investimentos em T&D, pode ser o principal gatilho para quem tem horizonte mais longo.

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Perguntas Frequentes

O Goldman Sachs recomenda comprar WEGE3?

Não. O banco elevou a recomendação de venda para neutra, mantendo cautela. O preço-alvo de R$ 42,60 está abaixo da cotação atual de R$ 46,40.

Qual o novo preço-alvo do Goldman Sachs para WEG?

O Goldman Sachs elevou o preço-alvo de R$ 37,30 para R$ 42,60 para os próximos 12 meses.

Por que o Goldman Sachs mudou a recomendação da WEG?

O banco cita expectativas mais ajustadas pelo mercado, melhora gradual do crescimento e avaliação mais equilibrada. A trajetória operacional deve ganhar força com investimentos em T&D.

Quais as projeções do Goldman Sachs para receita e lucro da WEG?

Para 2026, receita de R$ 41,5 bilhões (crescimento de 1,7%) e lucro líquido de R$ 6,1 bilhões (recuo de 4,2%). Para 2027, receita de R$ 48,2 bilhões (alta de 16,1%) e lucro de R$ 7 bilhões (alta de 15,1%).

Outros bancos também elevaram a recomendação da WEG?

Sim. O Bradesco BBI e o JPMorgan elevaram a recomendação para compra, com visão mais positiva que o Goldman Sachs.

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