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WEG, JBS, B3, Axia, CVC e Toky: ações para acompanhar hoje

O radar corporativo desta quarta-feira (16) reúne uma agenda carregada de eventos que mexem com o bolso de quem acompanha a bolsa. A WEG (WEGE3) e a Allos (ALOS3) aprovaram distribuição de proventos, a Cielo anunciou uma emissão de debêntures de R$ 2,5 bilhões, a B3 (B3SA3) reportou salto no volume negociado e a JBS (JBSS32) combinou suas operações de couro com a Viva Holding.

O volume financeiro médio negociado na B3 no segmento de ações subiu 26,1% em agosto de 2026 na comparação com igual período de 2025, alcançando R$ 30,284 bilhões. Frente a julho, a alta foi de 33,8%. O dado sinaliza retomada de liquidez em um mês historicamente mais fraco para a renda variável brasileira.

Na seara dos proventos, a Allos aprovou o pagamento de dividendos intermediários de R$ 438 milhões, divididos em três tranches de R$ 146 milhões, o equivalente a R$ 0,291918638 por ação por tranche. Já a WEG aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no total de cerca de R$ 449,84 milhões, ou R$ 0,107212121 por ação. O valor será destinado aos titulares de papéis escriturais em 18 de setembro de 2026 e, a partir de 21 de setembro, as ações passam a ser negociadas ex-JCP.

A Cielo comunicou na noite de terça-feira (15) uma emissão de debêntures no montante de R$ 2,5 bilhões, conforme aviso ao mercado. A operação ocorre em um momento de custo de captação ainda elevado, mas com janelas de demanda para empresas de meios de pagamento.

No setor de proteína, a JBS anunciou acordo com a Viva Holding para combinar ativos e atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couros na JBS Viva. Cada parte ficará com 50% da nova empresa após a conclusão da operação.

A Fitch Ratings manteve o rating nacional de longo prazo da Alliança Saúde em "RD(bra)", após a homologação do plano de recuperação extrajudicial pela Justiça de São Paulo. A agência também afirmou o rating da CVC Corp em "BBB(bra)", considerando o refinanciamento das dívidas de curto prazo, a redução do custo financeiro e a recuperação gradual dos negócios a partir do segundo semestre de 2026.

A Axia Energia (AXIA3) informou que fará a conversão de 69,9 milhões de ações preferenciais classe C (PNC) em ordinárias, na proporção de 1 para 1, como parte da terceira operação de resgate e conversão. Já o Grupo Toky desconsiderou um pedido de convocação de Assembleia Geral Extraordinária apresentado por acionistas que alegavam deter 6,11% do capital. A companhia identificou vícios formais e materiais, incluindo requerentes que não constam na base acionária e procurações com assinaturas corrompidas. Um novo pedido válido deverá ser apresentado para que comece a contar o prazo legal para convocação.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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