Wall Street avança com alívio dos Treasuries nesta quarta
Wall Street encerrou o pregão desta quarta-feira (2) em alta, com o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. O movimento interrompeu a sequência de três quedas dos índices. O rendimento do título de 10 anos chegou a atingir o maior nível desde novembro de 2023, mas depois inverteu o sinal e passou a cair. Quase todos os setores avançaram, com recuo apenas no segmento de real estate.
O alívio nos Treasuries não impediu que o movimento pressionasse títulos ao redor do mundo. Os rendimentos no Reino Unido, na Alemanha e na França seguiram sob pressão. No Japão, os títulos do governo de 10 anos negociaram próximos às máximas das últimas décadas. Ainda assim, o tom de cautela no mercado observa de perto os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Na geopolítica, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam no radar. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e reiterou a sugestão de mudar a via marítima. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará a pressionar o Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) disse, na madrugada, que forças iranianas realizaram ataques simultâneos a bases dos EUA no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque.
O petróleo Brent, referência internacional, para novembro fechou com alta de 1,03%, a US$ 95,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
No front macro, o número de empregos no setor privado desacelerou em agosto, segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP. Foram criados 38 mil postos no mês passado, após alta revisada de 46 mil em julho. Economistas consultados pela Reuters previam 48 mil. O mercado aguarda o relatório do payroll, acompanhado de perto pelo Fed. A ferramenta Fed Watch, do CME Group, aponta alta nos juros já na reunião de setembro.
O que o mercado observa agora: a leitura do payroll e o impacto dos juros americanos nos ativos globais. impacto dos juros americanos no Brasil como o Fed influencia o câmbio