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Vulcabras mapeia M&As e mira apenas marcas esportivas

ResumoA Vulcabras mantém conversas e mapeia possíveis alvos de fusões e aquisições em 2026, mesmo com o mercado mais frio. A empresa busca apenas marcas esportivas, incluindo espaço para o casual esportivo, como skate e surfwear, conforme declarado em sua estratégia de expansão.

Mesmo com o mercado de fusões e aquisições mais frio em 2026, a Vulcabras mantém conversas e mapeia possíveis alvos. O perfil é claro: apenas marcas esportivas, com espaço para casual esportivo como skate e surfwear.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 16 de setembro de 2026
Vulcabras mapeia M&As e mira apenas marcas esportivas

A Vulcabras (VULC3) não descarta crescer via fusões e aquisições, mesmo com o mercado de M&A mais frio em 2026. A companhia mantém o mapeamento de possíveis investidas para reforçar o portfólio no segmento de artigos esportivos, segundo o CEO Pedro Bartelle, em entrevista ao InfoMoney.

Em resumo: a dona da Olympikus busca apenas marcas esportivas. O perfil inclui desde concorrentes diretos até linhas de casual esportivo, como skate e surfwear. A empresa acaba de concluir um ciclo de investimentos em capacidade produtiva que sustenta o crescimento pelos próximos três anos.

O movimento não é novo. A Vulcabras comprou a operação da marca japonesa Mizuno no Brasil e, antes disso, a Under Armour no país. Foram dois passos para se posicionar no nicho de esportes. Hoje, Olympikus, Mizuno e Under Armour formam o portfólio completo da companhia.

"No passado já fomos uma empresa mais diversa. Tínhamos calçados femininos com a Azaleia, por exemplo", conta Bartelle. "Passado um período de reestruturação nos últimos 10 anos e, principalmente, nos últimos 5, tomamos a decisão de nos especializar em esportes. O que temos olhado são empresas no mesmo segmento."

O CEO afirma manter conversas com empresas de esportes e marcas do setor em geral. A leitura interna aponta para complementaridade do portfólio com uma linha de casual esportivo. Ou seja, a Vulcabras não olha apenas para concorrentes diretos de suas três marcas atuais.

"Em momentos mais difíceis é quando surgem grandes oportunidades", diz Bartelle. "Com os recursos que a Vulcabras tem, qualquer marca esportiva que esteja no Brasil performará melhor dentro da empresa do que fora. Nosso desenvolvimento de produtos, mapeamento de mercado e fábricas são suficientes para cuidar de uma marca bem."

Os números ajudam a explicar o apetite. No segundo trimestre de 2026, a receita líquida da Vulcabras avançou 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 994,8 milhões. É o 24º trimestre consecutivo de crescimento no indicador. No mesmo trimestre, o custo de capital da companhia recuou 49% na comparação anual.

O cenário macroeconômico, porém, impõe cautela. Bartelle avalia que a incerteza econômica deve pressionar a operação, mesmo com a expectativa de manutenção do ritmo de crescimento. A Olympikus ganhará relevância para atravessar esse período, com foco em custo e produtos multifuncionais.

"O mercado esteve um pouco mais aquecido no final do ano passado. Agora as coisas esfriaram muito pelas incertezas dentro do país, ainda mais em cima de eleições, com reforma tributária em vista", aponta o CEO. "Nós somos agressivos e estamos atentos, mas o empresariado e as companhias preferem esperar ver como vão ficar as regras do jogo."

Para quem acompanha o setor, a estratégia da Vulcabras tem lógica clara: em vez de diversificar, aprofundar. A empresa aposta que sua estrutura de desenvolvimento de produtos e fábricas é capaz de fazer uma marca esportiva render mais dentro de casa do que fora. Resta saber se o mercado vai oferecer as oportunidades que o CEO espera.

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