Investimentos

Vamos (VAMO3): lucro líquido ajustado de R$ 101 mi no 2T, alta de 21,8%

ResumoVamos (VAMO3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado atingiu R$ 971,5 milhões, enquanto a ocupação da frota ficou em 89%. Os resultados refletem a expansão operacional da companhia no período.

A Vamos (VAMO3) divulgou lucro líquido ajustado de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 21,8% ante o mesmo período de 2025. Ebitda ajustado somou R$ 971,5 milhões, com ocupação da frota em 89%.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 12 de agosto de 2026
Vamos (VAMO3): lucro líquido ajustado de R$ 101 mi no 2T, al

Vamos (VAMO3) tem lucro líquido ajustado de R$ 101 mi no 2T, alta anual de 21,8%

A Vamos (VAMO3) divulgou na noite desta terça-feira (11) seus resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia, que integra o grupo Simpar (SIMH3), registrou lucro líquido ajustado de R$ 101,1 milhões, com alta de 21,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O montante veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.

Resposta direta: qual foi o lucro da Vamos no 2T26?

A Vamos teve lucro líquido ajustado de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 21,8% ante o 2T25. Sem ajustes, o lucro também ficou em R$ 101 milhões, com alta de 9%. O Ebitda ajustado somou R$ 971,5 milhões, com alta de 6,6%.

Lucro líquido: alta de 21,8% com trimestre "limpo"

O resultado veio sem efeitos não recorrentes relevantes. Segundo o CFO Rodrigo Faria, não houve nada de não recorrente no período. "Fazia tempo que eu não via um trimestre tão limpo quanto o do segundo trimestre", afirmou em entrevista ao InfoMoney.

A receita líquida consolidada somou R$ 1.564,3 milhões, alta de 10,8% ante o 2T25. A taxa de ocupação da frota atingiu 89% em junho, a maior desde 2020, com incremento sequencial de 1 ponto percentual pelo quarto trimestre consecutivo. Falta apenas 1 ponto para a meta de 90% estabelecida no guidance para o fim do ano.

Ebitda ajustado: R$ 971,5 milhões, alta de 6,6%

O Ebitda ajustado ficou em R$ 971,5 milhões, com alta de 6,6% na comparação anual. O resultado é o primeiro divulgado sob a nova diretoria. Christian Hahn assumiu a presidência interina da Vamos no lugar de Gustavo Couto, e já fazia parte do grupo Simpar há cerca de nove anos. O executivo ajudou a estruturar a própria Vamos em sua fundação, à frente do segmento de concessionárias, que depois deu origem à rede Automob.

Alavancagem cai para 3,00 vezes e antecipa meta

A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) recuou de 3,39 vezes no 2T25 para 3,00 vezes, uma redução de mais de 10% em um ano. O nível já atinge a meta que a companhia havia estabelecido para dezembro.

"A gente acelerou um processo que organicamente eu já estava fazendo. Isso me antecipou seis meses em relação ao alvo deste ano, sem diluição para o investidor", disse Faria, citando o aporte de R$ 600 milhões feito pelo BNDES Par via aumento de capital privado, que elevou a base acionária sem diluir o lucro por ação.

A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 11.561,1 milhões, queda de 6,1% na comparação anual.

Capex contratado cresce 59,6% com foco em varejo e e-commerce

O Capex contratado somou R$ 1.554,2 milhões no trimestre, alta de 59,6% ante o 2T25, com destaque para o setor de varejo e e-commerce. A companhia afirma que a maior geração de caixa operacional, combinada à menor necessidade de Capex Líquido e à injeção de R$ 600 milhões do aumento de capital privado, permitiu reduzir o saldo de dívida líquida para fins de covenants em 4% em relação a março deste ano e amortizar, pelo terceiro trimestre consecutivo, o saldo de cessão de recebíveis.

Seminovos: volume cresce 30%, receita avança 11,4%

Em Seminovos, o volume de ativos vendidos cresceu 30% no trimestre, mas a receita avançou apenas 11,4%. O efeito veio de um mix mais concentrado em carretas, ativos de ticket médio bem mais baixo que caminhões.

Segundo os executivos, a demanda por usados poderia ter sido ainda maior não fosse a segunda fase do programa Move Brasil, que direcionou boa parte do crédito disponível para a compra de veículos novos, represando clientes que aguardavam contemplação.

"É uma receita de seminovos que foi postergada. Esses 11% que você está vendo aqui têm potencial para ser mais", afirmou Faria, citando o aumento da receita no segmento.

A margem Ebitda de seminovos ficou positiva em 0,9%, dentro do guidance da companhia.

Industrial cresce 30,3% e intralogística ganha espaço

Na divisão industrial (BMB e Truckvan), a receita líquida cresceu 30,3% no trimestre, com alavancagem operacional positiva. Para os próximos trimestres, a Vamos aposta em uma frente mais forte de tecnologia, com telemetria e sistemas de controle de frota e estoque, e na preparação de um novo produto, batizado provisoriamente de "Ciclo Vamos", pensado para manter o cliente em recorrência por meio de extensões de contrato, renovações antecipadas e novas locações ao final de cada ciclo.

Hahn também sinalizou a possibilidade de a companhia passar a oferecer prazos de locação mais curtos no futuro, hoje concentrados entre 24 e 36 meses, incluindo contratos mais flexíveis inspirados em modelos mais maduros do mercado internacional de locação.

Nova diretoria: Hahn na presidência e Faria no comando financeiro

O resultado é o primeiro sob a nova diretoria. Christian Hahn assumiu a presidência interina no lugar de Gustavo Couto. Rodrigo Faria tornou-se CFO e Diretor de Relações com Investidores no lugar de José Cezário, que apresentou renúncia em 10 de agosto de 2026 por questões pessoais. Faria acompanha a Vamos desde o IPO da companhia, quando era gestor de fundos na Sul América Investimentos, uma das maiores acionistas da oferta, e ingressou no grupo há cerca de dois anos.

"Chegou o momento de retornar com algumas mudanças no nosso time e mais recente agora então a do Rodrigo", afirmou Hahn, se referindo ao novo CFO, em entrevista ao InfoMoney.

Sobre a transição, Faria disse: "A gente tem mapeado aqui sucessores. Eu tenho meu sucessor, todo mundo aqui tem sucessor", reforçando que a equipe de controladoria, contabilidade e tesouraria por trás do CFO dá base para a continuidade do trabalho.

Estratégia de locação de ativos usados e expansão comercial

Faria destacou a estratégia de locação de ativos usados. "Estamos conseguindo provar que por eficiência autossuficiência em alugar ativo, seja alugando ele de novo ou vendendo aquele ativo que está ocioso. A gente tem melhorado a ocupação, tem gerado mais caixa sem precisar comprar ativos para crescer de locação, porque eu já tenho um ativo dentro de casa, é só necessário alugar."

A companhia também reforçou a estrutura comercial, com quatro diretorias dedicadas a regiões e segmentos específicos, aposta na expansão da intralogística, segmento com contratos mais longos e yields mais altos, e prepara um novo site de vendas de seminovos com processo quase inteiramente online, além da abertura de novas lojas físicas ao longo do segundo semestre.

Perguntas Frequentes

A Vamos (VAMO3) teve lucro no 2T26?

Sim, a Vamos registrou lucro líquido ajustado de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 21,8% ante o 2T25.

Qual foi o Ebitda da Vamos no 2T26?

O Ebitda ajustado ficou em R$ 971,5 milhões, com alta de 6,6% na comparação anual.

Qual a taxa de ocupação da frota da Vamos em junho?

A taxa de ocupação atingiu 89% em junho, a maior desde 2020, com meta de 90% para o fim do ano.

Quem é o novo CFO da Vamos?

Rodrigo Faria tornou-se CFO e Diretor de Relações com Investidores no lugar de José Cezário, que renunciou em 10 de agosto de 2026.

Como a Vamos reduziu a alavancagem?

A alavancagem caiu de 3,39 vezes no 2T25 para 3,00 vezes, com redução da dívida líquida e aporte de R$ 600 milhões do BNDES Par.

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