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PLPL3: Itaú BBA vê alta de 130% em 12 meses

ResumoPlano&Plano (PLPL3) recebe do Itaú BBA recomendação de compra com preço-alvo de R$ 15, implicando potencial de alta de 130,4% sobre a cotação de R$ 6,51. A ação acumula queda de 49,2% em 12 meses, considerada descontada pelos analistas. Gatilhos incluem melhora de margens e execução operacional da incorporadora.

Itaú BBA reitera recomendação de compra para Plano&Plano (PLPL3) com preço-alvo de R$ 15, potencial de 130,4% sobre a cotação de R$ 6,51. Analistas veem ação descontada após queda de 49,2% em 12 meses, com gatilhos em margens e execução.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 07 de setembro de 2026
PLPL3: Itaú BBA vê alta de 130% em 12 meses

As ações da Plano&Plano (PLPL3) podem mais que dobrar de valor nos próximos 12 meses, segundo o Itaú BBA. O banco reiterou a recomendação outperform, equivalente à compra, e o preço-alvo de R$ 15. Em relação à cotação de R$ 6,51 usada no relatório, o potencial de valorização é de 130,4%.

A visão otimista foi reforçada após reunião dos analistas com o presidente do conselho de administração da construtora, Rodrigo Luna, e o diretor de relações com investidores, Eduardo Cerri. Para o BBA, a recuperação da execução operacional pode mostrar que os papéis estão excessivamente descontados. A Plano&Plano negocia a 2,8 vezes o lucro estimado para 2027, segundo cálculos do banco.

O desconto vem depois de forte correção. Em 12 meses, PLPL3 acumulava queda de 49,2%, desempenho 60,4 pontos percentuais inferior ao Ibovespa.

O que pode destravar a ação

Um dos principais gatilhos esperados pelo Itaú BBA é a recuperação das margens. A administração prevê melhora gradual da margem bruta em direção a 35%, apoiada pelos projetos mais recentes. Esses empreendimentos devem substituir gradualmente os lançamentos antigos, que ainda carregam descontos comerciais e custos de construção mais elevados.

A empresa também redesenha projetos e aproxima sua estratégia comercial das práticas de concorrentes. A expectativa é aumentar a velocidade de vendas no médio prazo. Além disso, a Plano&Plano pretende ampliar a operação em Goiânia, mercado considerado menos competitivo que São Paulo. Segundo o relatório, a companhia observa maior estabilidade nos custos de construção e espera alguma desaceleração nos próximos meses.

Os riscos do cenário competitivo

Apesar do potencial, o cenário operacional impõe desafios. O mercado de habitação popular em São Paulo ficou mais disputado. Entre 2020 e 2023, os lançamentos anuais do Minha Casa, Minha Vida na capital giravam em torno de 30 mil unidades. Nos últimos 12 meses, o número saltou para aproximadamente 90 mil unidades.

A Plano&Plano lançou R$ 2,8 bilhões em projetos no segundo semestre de 2025, mas as vendas não acompanharam o esperado. Empreendimentos antigos ficaram mais difíceis de comercializar, exigindo entradas maiores. Como resposta, a construtora passou a priorizar controle de estoques e conceder descontos, o que ajudou as vendas, mas pressionou as margens.

Diante do ambiente competitivo, a companhia deixou de projetar crescimento entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão nos lançamentos. Agora, pretende manter o volume próximo ao de 2025, focando em projetos maiores e na rentabilidade.

O Itaú BBA também cita a postura mais seletiva da Caixa Econômica Federal na aprovação de financiamentos. Até o momento, clientes da Plano&Plano não foram submetidos às novas entrevistas adotadas pelo banco público.

Para o BBA, o potencial de valorização dependerá da capacidade de transformar as mudanças comerciais em vendas mais rápidas, margens melhores e recuperação da geração de caixa. Caso a execução avance como esperado, o valuation atual pode se mostrar excessivamente baixo.

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