VALE3: por que ações da Vale sobem nesta terça-feira 9
As ações da Vale (VALE3) sobem nesta terça-feira (9), com alta de 1,50%, a R$ 79,81. A mineradora negou em fato relevante que tenha abandonado planos de IPO da Vale Base Metals (VBM). Minério de ferro também avança na China.
As ações da Vale (VALE3) operam em alta nesta terça-feira (9), com ganho de 1,50%, a R$ 79,81. O movimento ocorre após a mineradora desmentir, em fato relevante divulgado na CVM, a notícia de que teria abandonado planos de abrir capital da Vale Base Metals (VBM). A informação havia sido veiculada pelo Valor Econômico em 4 de setembro, citando apuração do jornal canadense The Globe and Mail.
A companhia negou que tenha desistido do IPO da unidade de metais básicos em meio a suposta pressão política. A notícia original afirmava que a mineradora teria aberto mão da oferta por receio de o Brasil perder controle sobre ativos estratégicos de mineração.
Em março deste ano, o presidente da VBM, Shaun Usmar, disse à Bloomberg que a companhia preparava o negócio para uma possível abertura de capital, com IPO podendo ocorrer até meados deste ano. Na ocasião, a empresa afirmou que investia em iniciativas para fortalecer a competitividade e a geração de valor da VBM, mas que ainda não havia decisão formal da administração da Vale ou da própria VBM sobre uma oferta pública de ações.
Além da animação com o potencial retorno do IPO, a Vale também se beneficia da força do minério de ferro. Os preços da commodity subiram pela quarta sessão consecutiva, impulsionados pela queda nos embarques e pelas expectativas de recuperação sazonal da demanda na China, embora os altos estoques portuários e as margens reduzidas do setor siderúrgico tenham limitado os ganhos.
O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com alta de 1,36%, a 744,5 iuanes (US$ 110,94) por tonelada, o maior nível desde 28 de julho. As importações chinesas de minério de ferro em agosto também surpreenderam: subiram 0,4% ante julho, contrariando expectativas de queda, com o desembaraço de cargas atrasadas por tufões. O país importou 108,54 milhões de toneladas no mês, alta de 3,1% na comparação anual, segundo a Administração Geral das Alfândegas da China.
Para quem acompanha o papel, o cenário combina dois vetores: a retomada do discurso de IPO da VBM e o suporte do minério de ferro. A reação do mercado, no entanto, ainda depende de sinais concretos sobre a oferta pública e da sustentação dos preços da commodity no curto prazo.