Vale (VALE3): balanço do 2T26 agrada analistas; veja o que fazer
A Vale (VALE3) divulgou o balanço do 2T26 com lucro líquido de R$ 6,847 bilhões, queda de 43,3% na base anual. Apesar da alta nos custos do minério, analistas como Bradesco BBI e BTG veem pontos positivos e mantêm recomendação de compra.
Vale (VALE3): balanço do 2T26 agrada analistas, apesar de alta nos custos do minério; o que fazer com as ações?
A Vale (VALE3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido de R$ 6,847 bilhões, queda de 43,3% ante os R$ 12,081 bilhões do mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 18,516 bilhões, retração de 3,3% na comparação anual, enquanto a receita líquida avançou 6,4%, para R$ 53,012 bilhões, puxada pelo desempenho da divisão de metais básicos.
A reação do mercado foi mista: os ADRs na NYSE caíam 1,63%, a US$ 14,75, por volta de 11h05, enquanto as ações VALE3 tiveram as negociações adiadas para 12h na B3, por falha operacional.
O que os analistas disseram sobre o balanço da Vale
O Bradesco BBI avaliou que os resultados superaram as expectativas, com pontos positivos superando os negativos. A casa destacou o Ebitda melhor que o esperado e a sólida geração de fluxo de caixa livre, sustentada por custos e operações resilientes, especialmente na divisão de Metais Básicos (VBM).
"O principal ponto negativo foram os custos caixa do minério de ferro, que permaneceram próximos das máximas históricas", disseram os analistas, embora ainda abaixo da estimativa da casa. O BBI mantém recomendação de Compra, vendo os pontos negativos como transitórios e precificados.
O BTG Pactual destacou a resiliência operacional, com Ebitda 6% acima do esperado pelo banco. A companhia foi impulsionada por preços realizados mais fortes para finos de minério de ferro, pelotas e cobre. O banco também viu o aumento no guidance de custos em linha com as expectativas, compensado pelo desempenho da VBM.
A XP Investimentos, liderada por Lucas Laghi, ressaltou o Ebitda ajustado proforma de US$ 4 bilhões, cerca de 3% a 4% acima das estimativas. A casa vê impulso do cash cost C1 melhor que o esperado, mas mantém recomendação Neutra.
Guidance 2026: custos sobem, metais básicos melhoram
A Vale revisou o guidance de custo caixa C1 do minério de ferro para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, ante US$ 20,0 a US$ 21,5. O custo all-in subiu de US$ 52-56 para US$ 58-62 por tonelada, considerando câmbio de R$ 5,13 e Brent de US$ 86.
Por outro lado, a produção de cobre passou para 360 mil-380 mil toneladas, e a de níquel para 185 mil-200 mil toneladas. O BTG mantém a estimativa de Ebitda de 2026 em US$ 17-17,5 bilhões, com minério em torno de US$ 100 por tonelada.
O que fazer com as ações VALE3?
O BTG vê retorno total atrativo de 8-9% em 2026, com programa de recompra de 100 milhões de ações e dividendos semestrais com rendimento de aproximadamente 2,7%. A XP destaca o anúncio de US$ 1,7 bilhão em dividendos e a recompra, mas mantém postura neutra.
Para o investidor, a leitura é de tese intacta, mas sem catalisadores óbvios de curto prazo. A combinação de geração de caixa resiliente e retorno ao acionista sustenta a recomendação de compra para BBI e BTG, enquanto a XP prefere aguardar.
Perguntas Frequentes
A Vale (VALE3) é uma boa compra após o balanço do 2T26?
Bradesco BBI e BTG mantêm recomendação de Compra, vendo a tese intacta. A XP mantém Neutra, sem assimetria relevante de curto prazo.
Quanto a Vale lucrou no 2T26?
A Vale registrou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no 2T26, queda de 43,3% ante o 2T25.
Por que os custos do minério subiram?
A Vale elevou o guidance de custo C1 para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, citando fatores exógenos e câmbio médio de R$ 5,13.
Qual o retorno esperado para o acionista da Vale em 2026?
O BTG estima retorno total de 8-9%, com dividendos semestrais rendendo cerca de 2,7% e recompra de 100 milhões de ações.
O que aconteceu com as ações VALE3 na B3?
As negociações foram adiadas para 12h por falha operacional na B3, enquanto os ADRs caíam 1,63% na NYSE.