Investimentos

Títulos públicos e ETFs disparam no 1º semestre; veja números

ResumoTítulos públicos e ETFs registraram alta expressiva no primeiro semestre de 2026, com volume total de R$ 9,1 trilhões em investimentos de pessoas físicas. O crescimento de 6,4% reflete a liderança desses ativos no período. Os números consolidados indicam preferência por renda fixa e fundos negociados em bolsa.

Títulos públicos e ETFs lideram alta nos investimentos de pessoas físicas no 1º semestre de 2026. Volume total chega a R$ 9,1 trilhões, com crescimento de 6,4%. Veja os números.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 03 de setembro de 2026
Títulos públicos e ETFs disparam no 1º semestre; veja números

Os investimentos das pessoas físicas no Brasil somaram R$ 9,1 trilhões em junho, com crescimento de 6,4% no primeiro semestre de 2026. Os títulos públicos lideraram a alta entre as aplicações, com avanço de 32,9% desde dezembro de 2025, puxado pelo ambiente de juros elevados e pela entrada de novos investidores. Os ETFs, por sua vez, tiveram o maior crescimento percentual entre todos os produtos, com alta de 38,8%, para R$ 25,4 bilhões, segundo levantamento da Anbima divulgado nesta quinta-feira (3).

O crescimento dos títulos públicos foi puxado pelo private banking, segmento com clientes que têm mais de R$ 5 milhões investidos, onde a alta chegou a 56,9%. No varejo tradicional, as aplicações aumentaram 27,4%, enquanto na alta renda o avanço foi de 26%. No private, o número de contas com títulos públicos cresceu quase 60% no semestre. Para Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, os juros elevados aumentaram a atratividade desses papéis em todos os segmentos. No varejo, a expansão também reflete medidas que facilitaram o acesso, como a simplificação das plataformas e a criação de títulos com objetivos específicos, como o Tesouro Educa+ e o Tesouro RendA+.

Entre todos os investimentos, o varejo de alta renda teve a maior expansão, com alta de 7,8%, para R$ 3,4 trilhões, respondendo por 36,9% do total. O varejo tradicional cresceu 6,1%, para R$ 3 trilhões (32,8% do total), e o private encerrou junho com R$ 2,8 trilhões, alta de 5,2% e participação de 30,3%. No varejo tradicional, o volume em títulos e valores mobiliários, que inclui títulos públicos, ações, CDBs, LCIs e LCAs, avançou 7,3%, para R$ 1,3 trilhão. Depois dos títulos públicos, os maiores crescimentos vieram das LCIs (21,2%) e das ações (12,1%).

Os ETFs, apesar do avanço de 38,8%, ainda representam apenas 1,1% do patrimônio da indústria de fundos. As aplicações em ações somaram R$ 816,9 bilhões, alta de 1,2% no semestre, com crescimento de 7,1% no varejo, mas queda de 1,5% no private, refletindo a alta volatilidade da bolsa. As aplicações em produtos isentos de Imposto de Renda, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas, chegaram a R$ 1,5 trilhão, com alta de 2%. As LCIs foram o destaque, com avanço de 13,7%, para R$ 515,8 bilhões. Os fundos de investimento cresceram 9,6%, para R$ 2,2 trilhões, com alta de 15,8% no varejo tradicional. Entre os fundos estruturados, os FIIs avançaram 24,2% no varejo, e os FIPs, 31,5% no private. Para a Anbima, a maior exposição a ações, fundos estruturados e ETFs indica que os investidores estão diversificando carteiras e ampliando a participação no mercado de capitais.

Leia também

Publicidade