TIM e Vivo: por que ações caem no Ibovespa após balanço do 2T
As ações da TIM (TIMS3) e da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, operam em forte baixa nesta terça-feira (28), após a divulgação dos balanços do segundo trimestre. Às 10h45, os papéis da TIM caíam 5,12%, cotados a R$ 20,40, enquanto VIVT3 recuava 4,45%, a R$ 34,38. Os bancos
TIM e Vivo: por que as ações são destaque de queda do Ibovespa após o balanço do 2T?
As ações das operadoras de telefonia TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, operam em baixa na sessão desta terça-feira (28), após divulgarem resultados do segundo trimestre na véspera. Às 10h45 (horário de Brasília), os papéis da TIM caíam 5,12%, cotados a R$ 20,40, enquanto VIVT3 recuava 4,45%, a R$ 34,38. As quedas refletem uma combinação de receitas de serviços móveis abaixo do esperado, aumento da inadimplência e competição intensa no setor, conforme análises dos principais bancos de investimento.
As ações da TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3) caem no Ibovespa após balanço do 2T26 devido a resultados mistos e pressão competitiva. TIM recuou 5,12% (R$ 20,40) e Vivo, 4,45% (R$ 34,38). Bancos como Bradesco BBI, Goldman Sachs e JPMorgan apontaram receitas de serviços móveis abaixo do esperado, inadimplência em alta na TIM e rentabilidade pressionada na Vivo, levando a recomendações neutras ou de venda.
O balanço da Vivo (VIVT3) sob a lupa dos bancos
O Bradesco BBI classificou o desempenho da Vivo como "misto". Em relatório assinado pelos analistas Daniel Federle e Flávia Meireles, o banco destacou que a companhia entregou aceleração no crescimento da receita de serviços e manteve uma performance bastante resiliente em serviços móveis, inclusive com a melhor dinâmica entre as três grandes operadoras. Por outro lado, o lucro líquido de R$ 1,6 bilhão ficou 11,6% abaixo da projeção do BBI, refletindo o EBITDA menor e despesas de depreciação e amortização mais elevadas. Apesar do crescimento resiliente da receita móvel e da melhora em FTTH, o ambiente competitivo segue intenso. O BBI manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 39,00.
Goldman Sachs: mix de receitas mais fraco
O Goldman Sachs destacou que o mix de receitas da Vivo veio mais fraco do que o esperado, principalmente devido às vendas de aparelhos acima das estimativas. A receita de serviços móveis (MSR) cresceu 6,6%, no mesmo ritmo do trimestre anterior, mas abaixo da expectativa do Goldman, de 6,9%. Esse desempenho pressionou o custo dos produtos vendidos (CPV), embora tenha sido parcialmente compensado pelo controle das despesas com pessoal, que recuaram 0,5 ponto percentual na comparação anual. O Goldman Sachs reiterou classificação de venda e preço-alvo de R$ 36,50.
JPMorgan: bom desempenho, mas rentabilidade abaixo
O JPMorgan avaliou que a Telefônica apresentou um bom desempenho no segundo trimestre de 2026, com a receita de serviços móveis mantendo o mesmo ritmo de crescimento observado no primeiro trimestre. Segundo o banco, esse resultado contrasta com a desaceleração registrada por concorrentes como TIM e Claro, o que levou a receita da companhia a superar levemente suas estimativas. Por outro lado, a rentabilidade, desconsiderando ganhos com venda de ativos, ficou abaixo do esperado. O EBITDA veio em linha com as projeções do banco, enquanto o lucro líquido ficou abaixo das estimativas, pressionado por despesas maiores com depreciação e amortização, além de despesas financeiras mais elevadas. O JPMorgan manteve recomendação de venda e preço-alvo de R$ 33.
Itaú BBA e Monte Bravo: visões divergentes
O Itaú BBA destacou que a Vivo continua a apresentar um sólido crescimento da receita de vendas de títulos (MSR) e a avançar na sua estratégia de convergência, reforçando a sua forte execução num contexto macroeconômico e competitivo mais desafiador. O BBA reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38.
Já a Monta Bravo classificou os números como mistos, uma vez que o bom desempenho na parte de receitas foi contrabalanceado pelas margens um pouco piores do que o esperado e uma geração de caixa impactada pelos investimentos maiores do que previsto. Apesar de considerar a Vivo uma excelente companhia, a Monte Bravo disse ter dificuldades de enxergar algum upside nos preços atuais e manteve recomendação neutra com preço-alvo de R$ 31.
O balanço da TIM (TIMS3) sob a lupa dos bancos
O Bradesco BBI viu os resultados da TIM como negativos, devido à desaceleração relevante da receita móvel gerada por clientes. "Embora o EBITDA tenha vindo amplamente em linha e as métricas de rentabilidade e geração de caixa ainda permaneçam saudáveis, o resultado reforça nossa visão de que o aumento da competição no mercado móvel está pressionando a performance operacional da TIM", comenta o banco. Além disso, as despesas com inadimplência seguiram em trajetória de alta, crescendo 38,1% em base anual, com pressão adicional de um cliente específico no segmento B2B/Wholesale. A receita de fibra também desacelerou, com crescimento de 9,5%, ante 11,4% no 1T26. O BBI reiterou recomendação neutra para TIMS3, com preço-alvo de R$ 26,00.
Goldman Sachs: EBITDA em linha, lucro líquido próximo
O Goldman Sachs pontuou que a receita e margem EBITDA ajustada da TIM vieram em linha com suas estimativas. O banco destacou que o desempenho mais forte das receitas de serviços fixos compensou receitas mais fracas com vendas de aparelhos. O lucro líquido também praticamente coincidiu com a projeção do Goldman, ficando apenas 0,5% abaixo da estimativa. Segundo o banco, um resultado financeiro 16% pior do que o esperado foi compensado por uma alíquota efetiva de imposto menor, embora a base de comparação para as despesas financeiras fosse desafiadora. O Goldman Sachs manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.
JPMorgan: trimestre misto com receita mais fraca
A equipe do JPMorgan avaliou que a TIM apresentou um trimestre misto. O EBITDA ajustado superou em 3% a estimativa do banco e veio em linha com o consenso compilado pela própria companhia, mas esse desempenho foi parcialmente ofuscado por um crescimento mais fraco da receita de serviços móveis. A receita de serviços móveis (MSR) desacelerou para 4,6% na comparação anual, abaixo da projeção do JPMorgan (5,1%) e do consenso de mercado (4,9%). O resultado representa o ritmo de crescimento mais lento desde 2021. O JPMorgan manteve recomendação neutra para ações da TIM.
Itaú BBA: resultado em linha, mas riscos no horizonte
O Itaú BBA avaliou que o resultado da TIM, praticamente em linha com as expectativas, ajuda a reduzir o risco de revisões negativas nas estimativas de consenso para o fim de 2026, após o desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre. Para o banco, o baixo posicionamento dos investidores também pode dar suporte às ações no curto prazo, apesar dos desafios macroeconômicos esperados para o segundo semestre. Na visão do Itaú BBA, os investidores devem acompanhar três pontos principais: a execução da migração de clientes do pré-pago para o pós-pago e a estratégia de precificação, especialmente diante do cenário de maior inadimplência; a sustentabilidade da recuperação das margens; e os desdobramentos da estratégia de convergência, sobretudo após o lançamento do UltraCombo e seus possíveis impactos sobre a alocação de capital. O banco manteve recomendação neutra para a TIM e destacou que as ações negociam com dividend yield próximo de 10%. O preço-alvo é de R$ 30.
O que esperar das ações de TIM e Vivo?
A combinação de receitas de serviços móveis desacelerando, inadimplência em alta (especialmente na TIM) e competição intensa no setor limita o otimismo dos analistas. A maioria dos bancos manteve recomendações neutras, com exceção do Goldman Sachs e JPMorgan, que recomendam venda para Vivo. O dividend yield próximo de 10% da TIM pode atrair investidores de renda, mas o cenário macroeconômico desafiador para o segundo semembro de 2026 adiciona cautela. investir em ações de telecom no Brasil dividendos de TIM e Vivo
Perguntas Frequentes
Por que TIM e Vivo caíram hoje?
As ações caíram após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026, que mostraram receitas de serviços móveis abaixo das expectativas dos bancos e aumento da inadimplência na TIM.
Qual a recomendação do Bradesco BBI para Vivo?
O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para Vivo, com preço-alvo de R$ 39,00.
Qual a recomendação do Goldman Sachs para TIM?
O Goldman Sachs manteve recomendação neutra para TIM, com preço-alvo de R$ 26.
O que o JPMorgan recomenda para Vivo?
O JPMorgan manteve recomendação de venda para Vivo, com preço-alvo de R$ 33.
Qual o dividend yield da TIM?
Segundo o Itaú BBA, as ações da TIM negociam com dividend yield próximo de 10%.