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Petrobras será destaque no 2T? Dado de produção hoje dá mais sinais

ResumoA Petrobras divulga dados de produção e vendas do 2T26 nesta terça-feira (28). O mercado projeta Ebitda entre US$ 17 bilhões e US$ 18,1 bilhões, com destaque para a estatal na temporada de balanços. Bradesco BBI, JPMorgan, Goldman Sachs e XP estimam resultados positivos para produção e dividendos.

A Petrobras divulga nesta terça-feira (28) os dados de produção e vendas do 2T26. Bradesco BBI, JPMorgan, Goldman Sachs e XP projetam Ebitda, produção e dividendos. O mercado vê a estatal como destaque da temporada, com expectativa de Ebitda entre US$ 17 bilhões e US$ 18,1 bilhõe

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 28 de julho de 2026
Petrobras será destaque no 2T? Dado de produção hoje dá mais sinais

A Petrobras (PETR3; PETR4) divulga nesta terça-feira (28) os dados de vendas e produção do segundo trimestre de 2026. O relatório não é um grande catalisador para o mercado, já que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) antecipa os números da estatal. Ainda assim, o mercado olha para esses dados como uma preparação para os resultados completos da companhia, previstos para 6 de agosto.

Com o petróleo em cenário volátil, as projeções dos bancos indicam que a Petrobras deve ser um dos grandes destaques da temporada de balanços do 2T26. O Bradesco BBI estima produção de petróleo de 2,72 milhões de barris por dia no trimestre. Já o JPMorgan atualizou seus modelos com base nos dados da ANP e projeta uma produção upstream (exploração e produção) de 3,375 mil barris de óleo equivalente (boe)/dia, alta de 4,7% ante o 1T26. Desse total, 2,738 milhões de barris/dia são de petróleo e 637 mil boe/dia de gás natural.

Ebitda e dividendos: o que os bancos projetam

Com base nessas premissas e antes da divulgação do relatório, o JPMorgan projeta um Ebitda consolidado de US$ 18,1 bilhões para o 2T26. O banco mantém recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para as ações ON e PN da Petrobras, com preços-alvo de R$ 60 e R$ 56, respectivamente.

"Vemos a empresa bem posicionada para aproveitar um cenário de preços de petróleo mais favoráveis; nossas premissas atualizadas para o Brent (US$ 85/barril em 2026 e US$ 75/barril em 2027) sustentam a expansão do Ebitda de upstream para cerca de US$ 50 bilhões, o que deve mais do que compensar potenciais ventos contrários decorrentes de impostos de exportação e margens mais pressionadas no segmento de downstream", avaliam analistas do JPMorgan.

O banco também considera a governança sólida, com regras mais claras sobre política de preços e mecanismos de compensação. Embora reconheça possíveis mudanças estratégicas (como maior capex ou fusões e aquisições), não vê mais o fluxo de caixa como preocupação, já que os preços estão bem acima do ponto de equilíbrio (breakeven).

Goldman Sachs: Ebitda 5% acima do consenso

Na visão do Goldman Sachs, a Petrobras deve se destacar entre as petroleiras estatais da América Latina no segundo trimestre de 2026, apoiada por crescimento da produção, preços mais altos do petróleo e forte geração de caixa, ainda que o cenário traga desafios ligados à política de preços e subsídios no Brasil.

A projeção do banco é de um Ebitda ajustado de cerca de US$ 17 bilhões no período, 5% acima do consenso de mercado, impulsionado principalmente por alta de 6% na produção em relação ao primeiro trimestre e pela valorização do Brent. O Goldman estima ainda pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre, o que implica um yield de aproximadamente 3,1%.

Outras visões do mercado

O Santander também vê a companhia se beneficiando da alta do petróleo e da boa execução operacional. Para a XP Investimentos, a Petrobras deve reportar resultados sólidos, embora parte do impacto positivo no fluxo de caixa deva ser reconhecida apenas no 3T26, em função do atraso no recebimento das subvenções, o que também deve afetar os dividendos.

Analistas de mercado veem que o setor de petróleo deve ser um dos grandes destaques da temporada, com a Petrobras sendo uma das maiores apostas, ao lado de PRIO (PRIO3).

O que esperar dos resultados do 2T26

O calendário está definido: os dados de produção e vendas saem hoje (28), e os resultados completos, no dia 6 de agosto. O mercado acompanha de perto os números da ANP, que já antecipam parte do que será divulgado. As projeções de Ebitda variam de US$ 17 bilhões (Goldman Sachs) a US$ 18,1 bilhões (JPMorgan), com produção de petróleo entre 2,72 e 2,738 milhões de barris/dia.

Para quem investe em PETR3 e PETR4, o foco está nos dividendos e na geração de caixa. O Goldman Sachs projeta US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre, yield de 3,1%. A XP alerta que parte do fluxo de caixa positivo pode vir apenas no 3T26, afetando o pagamento atual.

Perguntas Frequentes

Quando a Petrobras divulga os dados de produção do 2T26?

Nesta terça-feira (28), a Petrobras divulga os dados de vendas e produção do segundo trimestre de 2026.

Qual a projeção de Ebitda para a Petrobras no 2T26?

O JPMorgan projeta Ebitda consolidado de US$ 18,1 bilhões. O Goldman Sachs estima US$ 17 bilhões, 5% acima do consenso.

Quanto a Petrobras deve pagar de dividendos no 2T26?

O Goldman Sachs projeta pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em dividendos, yield de aproximadamente 3,1%.

Qual a produção esperada de petróleo da Petrobras no 2T26?

O Bradesco BBI estima 2,72 milhões de barris/dia. O JPMorgan projeta 2,738 milhões de barris/dia de petróleo.

Quando saem os resultados completos da Petrobras?

Os resultados completos do 2T26 serão divulgados no dia 6 de agosto.

Qual a recomendação do JPMorgan para as ações da Petrobras?

O banco mantém recomendação overweight (compra) para as ações ON e PN, com preços-alvo de R$ 60 e R$ 56, respectivamente.

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