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Tesouro Direto: prefixados sobem com tensão EUA e Irã; veja taxas

ResumoTesouro Direto prefixados e IPCA+ registraram forte alta nas taxas nesta segunda-feira (20), impulsionados pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O movimento reflete a aversão ao risco e as expectativas inflacionárias geradas pela tensão geopolítica. Investidores monitoram os desdobramentos do confronto para ajustar posições.

As taxas do Tesouro Direto abrem em forte alta nesta segunda-feira (20), após nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Prefixados e IPCA+ sobem, com mercado atento à tensão geopolítica e seus reflexos inflacionários.

Lia Hartmann
Lia Hartmann Especialista em renda fixa · 20 de julho de 2026
Tesouro Direto: prefixados sobem com tensão EUA e Irã; veja taxas

Tesouro Direto: prefixados sobem com mercado de olho na tensão EUA e Irã

As taxas do Tesouro Direto abriram em forte alta nesta segunda-feira (20), após uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ao longo do fim de semana. O petróleo chegou a operar acima de US$ 90 por barril na abertura, reacendendo os alertas inflacionários que já pressionavam o mercado desde a semana passada. O movimento acompanha a curva de juros americana, com as taxas de dois e dez anos em alta nas primeiras negociações da sessão.

O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,28% na sexta-feira para 14,36% nesta manhã, alta de 8 pontos-base. O Prefixado 2032 avançou de 14,57% para 14,66%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,61% para 14,68%, renovando o maior nível desde o lançamento do papel.

Nos títulos de inflação, o movimento também foi de alta, ainda que mais discreto. O IPCA+ 2032 subiu de 8,15% para 8,19%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 avançou de 7,86% para 7,89%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de 7,52% para 7,55%. O IPCA+ 2050 teve variação mínima, de 7,26% para 7,27%.

Por que os prefixados subiram com a tensão geopolítica?

O movimento de alta nos prefixados reflete o prêmio de risco exigido pelos investidores diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O petróleo Brent, referência global, chegou a operar acima de US$ 90 por barril na abertura, reacendendo os alertas inflacionários. O juro composto não perdoa: quanto maior a expectativa de inflação, maior a taxa exigida para compensar a perda de poder de compra.

O cenário amenizou ao longo das primeiras horas da manhã. Segundo Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, uma mudança de retórica tanto do lado do Irã quanto dos Estados Unidos abriu espaço para a possibilidade de retomada das negociações de cessar-fogo. "Na prática a gente não vê nada muito efetivo, mas essa mudança leve de retórica já possibilita uma retração ali dos preços do petróleo", afirma.

Como o dólar reagiu à tensão entre EUA e Irã?

O dólar acompanhou esse alívio e chegou a operar perto da estabilidade, cotado a R$ 5,1074 na venda por volta das 9h12, leve queda de 0,07% em relação ao fechamento de sexta-feira. A moeda americana perdeu força ao longo da manhã, mas o alívio no câmbio e no petróleo não se refletiu na curva nominal do Tesouro Direto, que manteve o movimento de alta iniciado na abertura.

O que esperar para o Tesouro Direto nas próximas semanas?

A semana também traz outros fatores de atenção no radar dos investidores, como a possibilidade de uma tarifa adicional de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas do governo brasileiro, e a reunião do Banco Central Europeu. Esses eventos podem influenciar as taxas do Tesouro Direto, especialmente os prefixados, que seguem precificando o prêmio de risco acumulado.

Taxas do Tesouro Direto em 20 de janeiro

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h34 desta segunda-feira (20):

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,36% (ante 14,28% na sexta)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,66% (ante 14,57%)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,68% (ante 14,61%)
  • Tesouro IPCA+ 2032: 8,19% (ante 8,15%)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: 7,89% (ante 7,86%)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: 7,55% (ante 7,52%)
  • Tesouro IPCA+ 2050: 7,27% (ante 7,26%)

Vale a pena investir em prefixados agora?

Para quem busca renda fixa, o momento exige atenção. Os prefixados subiram com a tensão geopolítica, mas o cenário pode mudar com a retomada de negociações. O juro composto não perdoa: taxas mais altas hoje podem significar ganhos maiores no futuro, mas é preciso considerar o risco de inflação acima do esperado. renda fixa: como investir em prefixados tesouro direto: guia completo

Perguntas Frequentes

O que fez os prefixados do Tesouro Direto subirem?

A alta foi impulsionada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou o petróleo acima de US$ 90 por barril e reacendeu alertas inflacionários, pressionando as taxas.

Qual foi a variação do Tesouro Prefixado 2029?

O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,28% para 14,36%, alta de 8 pontos-base.

Os títulos IPCA+ também subiram?

Sim, mas com alta mais discreta. O IPCA+ 2032 subiu de 8,15% para 8,19%, e o IPCA+ 2050 variou de 7,26% para 7,27%.

O dólar caiu com a tensão geopolítica?

O dólar operou perto da estabilidade, cotado a R$ 5,1074 na venda por volta das 9h12, leve queda de 0,07%.

Quais outros fatores podem afetar o Tesouro Direto esta semana?

A possibilidade de tarifa adicional de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas e a reunião do Banco Central Europeu.

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