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Tesouro Direto hoje: taxas disparam na abertura; veja

As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta segunda-feira (14), na comparação com o fechamento da sexta-feira (11), acompanhando o avanço dos juros futuros. A pressão foi mais evidente nos vencimentos intermediários e longos, em meio à cautela com o cenário externo e às incertezas domésticas.

O Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,18% para 14,33% ao ano. O IPCA+ 2050 avançou de 7,24% para 7,30%. A alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries pressiona os ativos de risco, enquanto investidores acompanham novas pesquisas eleitorais e os desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Onde a curva abriu mais

Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,85% para 13,97% ao ano. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 saiu de 14,23% para 14,38%.

Nos títulos atrelados à inflação, o IPCA+ 2032 foi de IPCA + 7,59% para 7,62%. O IPCA+ 2040 avançou de 7,25% para 7,34%.

O movimento da curva é de inclinação: maior pressão sobre os vencimentos mais longos e relativa estabilidade na ponta curta. Para quem acompanha renda fixa há anos, é o roteiro clássico de prêmio maior onde o prazo é maior. O juro composto não perdoa quem trava taxa no meio da confusão sem olhar o vencimento.

Copom e Focus na mesma semana

A dinâmica ocorre às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira (16), para a qual o mercado aposta majoritariamente em corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano.

No cenário doméstico, os investidores repercutem o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5% para 4,90%, enquanto a expectativa para o crescimento do PIB recuou de 1,93% para 1,89%.

A melhora nas expectativas de inflação não se espalhou por todos os horizontes. Para 2027, a projeção do IPCA subiu pela quinta semana consecutiva, de 4,29% para 4,30%. Para 2028 e 2029, as estimativas permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

As projeções para a Selic não sofreram alterações. O mercado continua esperando a taxa básica em 13,75% no fim de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.

Assim, apesar da melhora na expectativa de inflação deste ano e da perspectiva de novo corte da Selic, a pressão vinda do exterior e as incertezas domésticas ajudam a elevar os prêmios exigidos pelos investidores, principalmente nos vencimentos mais longos como comparar títulos do Tesouro Direto.

Lia Hartmann
Especialista em renda fixa
Especialista em renda fixa.
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