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Tempo real: Ibovespa acompanha a Super Quarta

ResumoO Ibovespa opera nesta quarta-feira sob influência direta das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária, a chamada Super Quarta. Indicadores como IGP-10, IBC-Br e varejo americano, além da queda do petróleo, também orientam o comportamento do índice.

O Ibovespa acompanha uma agenda carregada nesta quarta-feira, com decisões de juros do Fed e do Copom no centro das atenções. O mercado ainda monitora IGP-10, IBC-Br, varejo americano e a queda do petróleo.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 16 de setembro de 2026
Tempo real: Ibovespa acompanha a Super Quarta

O Ibovespa (IBOV) acompanha uma agenda carregada nesta quarta-feira, com destaque para as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. O mercado também monitora o IGP-10, o IBC-Br, as vendas no varejo nos Estados Unidos e as projeções econômicas do Fomc.

A Super Quarta concentra os dois eventos que mais mexem com a curva de juros e com a bolsa brasileira no mês. De um lado, o Fed sinaliza o ritmo da política monetária americana; de outro, o Copom define a taxa básica brasileira. Para quem investe em renda variável, o que muda é o prêmio de risco embutido nos ativos locais.

O petróleo cai nesta quarta-feira (16), recuando após uma alta de dois dias, na sequência de um aumento inesperadamente elevado nos estoques de petróleo bruto dos EUA, enquanto as interrupções no fornecimento no Oriente Médio continuaram. Os contratos futuros do Brent caíam US$ 1,27, ou 1,17%, para US$ 107,5 por barril às 4h55 (horário de Brasília), enquanto o WTI dos EUA recuava US$ 1,78, ou 1,68%, para US$ 104 por barril.

A queda do petróleo tem leitura dupla para a bolsa brasileira. Alivia custos de empresas dependentes de combustível, mas pressiona o valor de mercado da Petrobras, um dos papéis de maior peso no Ibovespa. É o tipo de movimento que costuma separar desempenho de índice e desempenho de carteira no curto prazo.

Na cena doméstica, as siderúrgicas brasileiras produziram 2,69 milhões de toneladas de aço bruto em agosto, queda de 6,2% sobre o volume produzido um ano antes, segundo dados apresentados nesta terça-feira (15) pela associação que reúne as usinas. A retração ocorreu apesar de crescimento nas vendas no mercado interno e nas exportações, segundo os dados do Aço Brasil.

Já a Fator Administradora de Recursos (FAR) anunciou nesta terça-feira (15) a integração das operações da Indie Capital, buscando fortalecer sua atuação em renda variável. Com a operação, a FAR alcança aproximadamente R$ 1 bilhão em ativos sob gestão em renda variável, e a Indie adiciona R$ 360 milhões, em um portfólio total de mais de R$ 6 bilhões.

No exterior, a guerra dos EUA contra o Irã, que já dura seis meses, custou US$ 38 bilhões até o momento, e estima-se que esse valor aumente em US$ 3 bilhões por mês, informou nesta terça-feira (15) o órgão apartidário do Congresso responsável por análises orçamentárias, enquanto o governo Trump busca maneiras de pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. Espera-se que a guerra aumente a inflação em 0,5% nos primeiros três meses de 2027, segundo os cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), que totalizou as despesas até 1º de agosto.

O ciclo sempre vira, e a Super Quarta costuma ser o ponto em que o mercado reposiciona expectativas. Para o investidor, o recado prático é acompanhar a comunicação do Fed e do Copom antes de mexer em alocação.

Copom renda variável

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