Taesa TAEE11, PagBank PAGS34, Cury CURY3: destaques de 12/02
A quarta-feira (12) traz balanços do 2T26 de Taesa, PagBank, Cury, Vamos e outros. Veja os números que movimentam o mercado hoje.
Taesa, PagBank, Cury e outros destaques desta quarta (12)
A quarta-feira (12) concentra uma leva de balanços do segundo trimestre de 2026 e decisões corporativas relevantes. Taesa (TAEE11) e PagBank (PAGS34) publicaram resultados, enquanto Cury (CURY3) aprovou dividendos. Assaí (ASAI3), Oi (OIBR3), B3 (B3SA3) e outras companhias também movimentam o dia.
Os números mostram um cenário misto: enquanto PagBank e Cury crescem, a Taesa viu o lucro cair quase 30% na comparação anual. A seguir, os principais destaques.
Taesa (TAEE11): lucro cai 28,5% no 2T26
A Taesa registrou lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 28,5% na comparação anual.
O Ebitda regulatório ficou em R$ 577,2 milhões, crescimento de 10,6% frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida não foi divulgada no comunicado.
PagBank (PAGS34): lucro recorrente de R$ 576 mi
O PagBank teve lucro líquido recorrente de R$ 576 milhões no 2T26, avanço de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida somou R$ 3,38 bilhões no trimestre, alta de 1,7% sobre o faturamento de um ano antes. O banco digital segue crescendo em ritmo moderado.
Cury (CURY3): dividendos de R$ 190 mi e lucro recorde
A Cury aprovou a distribuição de R$ 190 milhões em dividendos intercalares, o que corresponde a R$ 0,6167878071 por ação ordinária.
Terão direito aos dividendos os acionistas registrados na companhia em 14 de agosto de 2026, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive.
A construtora também divulgou balanço: lucro líquido de R$ 270,5 milhões no 2T26, alta de 14,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 10,7%.
A receita líquida atingiu R$ 1,69 bilhão, recorde para a companhia e 25,5% acima do 2T25. O ROE ficou em 73,6% nos últimos 12 meses, 3,5 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025.
Vamos (VAMO3): lucro de R$ 101,1 mi no 2T26
A Vamos, companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados, reportou lucro líquido de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 9,0% em relação ao mesmo período do ano passado.
A empresa, parte da holding Simpar, viu o Ebitda de abril a junho avançar 6,6% na comparação anual, para R$ 971,5 milhões. A receita líquida somou R$ 1,56 bilhão, alta de 10,8% em um ano.
Axia Energia (AXIA3): prazo para conversão e rating elevado
A Axia Energia informou que os titulares de ações preferenciais classe C (PNC) terão entre 12 e 14 de agosto para manifestar interesse na conversão dos papéis em ações ordinárias.
O prazo complementa fato relevante divulgado pela companhia em 6 de agosto. Caso o acionista não se manifeste dentro do período, suas ações PNC serão automaticamente resgatadas, conforme as condições previstas no comunicado anterior.
A Fitch Ratings elevou nesta terça-feira (11) os ratings de crédito de longo prazo da Axia em moedas estrangeira e local para 'BB', de 'BB-'. A agência também elevou o Rating Nacional de Longo Prazo da companhia e da Axia Energia Nordeste para 'AAA(bra)', de 'AA(bra)'.
A perspectiva é estável. Segundo a Fitch, a elevação reflete a melhora sustentada da estrutura de capital da Axia, apoiada por desinvestimentos de ativos e por perspectivas mais favoráveis para os resultados, diante da expectativa de preços de energia mais elevados.
Assaí (ASAI3): nega combinação com Grupo Muffato
O Assaí prestou esclarecimentos ao mercado após circular na mídia uma potencial combinação de negócios entre a companhia e o Grupo Muffato.
À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a varejista negou o andamento de negociação ou consideração envolvendo uma combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle.
Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (11), o Assaí ressalta ainda que a companhia não conta com acionista ou grupo de acionistas controlador em sua composição societária.
Oi (OIBR3): adia balanços novamente
A Oi adiou novamente a divulgação de suas demonstrações financeiras. A empresa ainda não concluiu os trabalhos necessários para publicar os balanços referentes a 2025 e aos dois primeiros trimestres de 2026, e não apresentou nova data.
Em fato relevante, a companhia afirmou que os impactos relevantes provocados pelos eventos relacionados ao processo de recuperação judicial, somados ao estágio atual dos processos competitivos para a venda de ativos, continuam afetando a elaboração e a revisão das informações financeiras.
Cruzeiro do Sul (CSED3): lucro ajustado de R$ 100,7 mi
A Cruzeiro do Sul registrou lucro líquido ajustado de R$ 100,7 milhões no 2T26, alta de 60,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo avanço dos cursos de medicina e da área de saúde no segmento presencial, além da maior representatividade do modelo semipresencial no digital.
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido ajustado somou R$ 163,4 milhões, crescimento de 9% na comparação anual.
Espaçolaser (ESPA3): prejuízo de R$ 134 mil no 2T26
A Espaçolaser reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 134 mil no segundo trimestre, ante um lucro de R$ 8,8 milhões no mesmo período de 2025.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 32,3 milhões no período, ante desempenho também negativo de R$ 32,2 milhões um ano antes, devido à "estabilidade das despesas financeiras na comparação anual, mesmo em um ambiente de juros ainda elevados", a par da "otimização do perfil do endividamento" da empresa.
Direcional (DIRR3): recompra de até 32 milhões de ações
A Direcional Engenharia aprovou um novo programa de recompra de ações que poderá retirar de circulação até 32 milhões de papéis. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração em reunião realizada nesta terça-feira (11).
As compras poderão ser realizadas durante um período de até 18 meses, a partir de 12 de agosto de 2026, diretamente na B3, sempre a preços de mercado. O objetivo do programa é "maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente" da estrutura de capital.
Banco Pine (PINE4): lucro quase dobra no 2T26
O Banco Pine teve lucro líquido de R$ 165,7 milhões no 2T26, quase o dobro dos R$ 83,0 milhões de um ano antes. O crescimento foi de 99,6% na comparação com o 2T25 e de 10,5% ante o 1T26.
A instituição apurou rentabilidade sobre patrimônio médio de 37,5% no trimestre, acima dos 29,0% de um ano antes.
Enjoei (ENJU3): prejuízo de R$ 47,6 mi no 2T26
A Enjoei, que administra uma plataforma de comércio eletrônico, teve prejuízo líquido de R$ 47,6 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de cerca de R$ 8 milhões no mesmo período do ano passado.
A companhia apurou Ebitda ajustado de R$ 1,56 milhão, queda de 76% sobre o desempenho de um ano antes, apesar de alta de 24% na receita líquida, a R$ 60,8 milhões.
Automob (AMOB3): prejuízo ajustado de R$ 87,5 mi
A Automob registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 87,5 milhões no 2T26, em comparação com um prejuízo de R$ 36,8 milhões no mesmo período do ano anterior.
O grupo teve Ebitda ajustado de R$ 137,8 milhões, expansão de 24,8% ano a ano.
Helbor (HBOR3): lucro cai 74% no 2T26
A Helbor, incorporadora focada no segmento de médio e alto padrão, registrou lucro líquido consolidado de R$ 5,3 milhões no 2T26, queda de 74% em relação aos R$ 20,3 milhões apurados no mesmo período de 2025.
No número atribuível aos sócios controladores, o lucro totalizou R$ 600 mil, recuo de 62,5% em um ano, segundo balanço divulgado nessa terça-feira (11).
B3 (B3SA3): lucro recorrente de R$ 1,4 bi
A B3 teve lucro líquido recorrente, que exclui efeitos considerados não recorrentes pela companhia, de R$ 1,4 bilhão, avanço de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
O montante veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.
Perguntas Frequentes
Quando a Taesa divulga o balanço do 2T26?
A Taesa já divulgou: lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões no 2T26, queda de 28,5% ante o mesmo período de 2025.
Qual o valor dos dividendos da Cury?
A Cury aprovou R$ 190 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,6167878071 por ação. Acionistas registrados até 14 de agosto de 2026 têm direito.
O Assaí vai se fundir com o Grupo Muffato?
O Assaí negou à CVM qualquer negociação ou consideração envolvendo combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle com o Grupo Muffato.
Quando a Oi vai divulgar os balanços?
A Oi adiou novamente e não apresentou nova data para publicação dos balanços de 2025 e dos dois primeiros trimestres de 2026.
Qual o lucro da B3 no 2T26?
A B3 teve lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, alta de 8% ante o mesmo período de 2025, em linha com as estimativas da LSEG.