Suzano (SUZB3): lucro líquido de R$ 1,8 bi no 2T26, queda de 64%
A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 1,807 bilhão no 2T26, queda de 64% ante o 2T25. Ebitda ajustado caiu 23%, para R$ 4,705 bilhões, com margem de 41%. Receita recuou 13%, para R$ 11,59 bilhões.
Suzano (SUZB3) reporta lucro de R$ 1,8 bilhão no 2T26, queda de 64% na base anual
A Suzano (SUZB3) divulgou nesta terça-feira (12) um lucro líquido de R$ 1,807 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma queda de 64% em relação ao mesmo período de 2025, quando registrou lucro de R$ 5,012 bilhões. O desempenho refletiu principalmente a redução do Ebitda e da geração de caixa operacional, em um cenário de preços menos favoráveis e menor receita na comparação anual.
Resposta direta: No 2T26, a Suzano reportou lucro líquido de R$ 1,807 bilhão, queda de 64% ante o 2T25. O Ebitda ajustado foi de R$ 4,705 bilhões, recuo de 23%. A receita líquida somou R$ 11,59 bilhões, queda de 13%. A alavancagem subiu para 3,3 vezes em reais, ante 3,0 vezes no ano anterior.
Receita líquida recua 13% na comparação anual
A receita líquida da companhia somou R$ 11,59 bilhões no trimestre, uma queda de 13% frente aos R$ 13,296 bilhões registrados no 2T25. O recuo veio em linha com o ambiente de preços menos favoráveis e menor volume de vendas, conforme apontou a empresa em seu balanço.
O resultado financeiro líquido ficou praticamente estável, com despesa de R$ 10 milhões, contra uma receita financeira de R$ 4,425 bilhões no mesmo trimestre do ano passado. Essa mudança de sinal, embora de magnitude pequena, contribuiu para o resultado final mais fraco.
Ebitda ajustado cai 23% e margem recua 5 pontos percentuais
O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,705 bilhões no 2T26, uma queda de 23% na base anual. Com isso, a margem EBITDA ajustada passou de 46% para 41%, uma redução de 5 pontos percentuais. A pressão veio do aumento do CPV caixa e do enfraquecimento do dólar frente ao real, que afetou a conversão das receitas.
A geração de caixa operacional foi de R$ 2,885 bilhões, representando uma queda de 30% frente aos R$ 4,149 bilhões registrados no 2T25. Esse foi um dos principais fatores para a redução do lucro líquido, segundo a companhia.
Alavancagem sobe para 3,3 vezes em reais
No endividamento, a Suzano encerrou o trimestre com alavancagem de 3,3 vezes em reais, acima das 3,0 vezes observadas um ano antes. Em dólares, a relação dívida líquida/EBITDA ajustado passou de 3,1 vezes para 3,4 vezes.
A elevação da alavancagem reflete a combinação de menor geração de caixa e a variação cambial, que impacta o endividamento em moeda estrangeira. A companhia não informou, no comunicado, metas específicas de desalavancagem para os próximos trimestres.
Mercado de celulose mostrou resiliência, diz empresa
Segundo a Suzano, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à pressão sobre os custos da cadeia produtiva, o mercado global de celulose apresentou resiliência no segundo trimestre de 2026.
"Nesse contexto, o melhor resultado do negócio de celulose na companhia quando comparado ao 1T26 foi sustentado pelo aumento de preços no período e aumento no volume de vendas, em boa parte compensados pelo aumento do CPV caixa e enfraquecimento do US$ em relação ao R$ no período. Quando comparado ao mesmo período de 2025, a forte apreciação cambial, combinada com queda no volume e maiores custos explicam a variação negativa, apesar do aumento no preço de celulose realizado", disse a companhia, em comunicado.
A leitura da empresa indica que, apesar do cenário externo adverso, o negócio de celulose conseguiu melhorar frente ao primeiro trimestre, mas ainda sofre na comparação anual por fatores cambiais e de custos.
O que esperar do próximo trimestre?
Para o 3T26, o mercado deve acompanhar de perto a evolução dos preços de celulose e o comportamento do câmbio. A Suzano não divulgou guidance, mas a tendência de aumento de preços observada no 2T26 pode se manter, dependendo da demanda global e das tensões geopolíticas.
Investidores também devem monitorar a alavancagem, que subiu para 3,3 vezes em reais. Se a geração de caixa continuar pressionada, o endividamento pode seguir em patamar elevado, o que tende a limitar espaço para distribuição de dividendos ou recompras.
Impacto para o investidor: o que muda na tese de investimento?
A queda de 64% no lucro líquido é um sinal de alerta, mas precisa ser lida em contexto. O Ebitda ainda caiu menos, 23%, o que indica que a operação segue gerando caixa, embora em ritmo menor. A margem de 41% continua saudável para o setor de celulose.
O ponto de atenção é a alavancagem. Em 3,3 vezes, a companhia ainda está dentro do que o mercado considera aceitável para o setor, mas a tendência de alta exige acompanhamento. Se os preços de celulose se mantiverem firmes, a geração de caixa pode se recuperar no segundo semestre.
Para quem já tem a ação, o momento pede paciência e monitoramento dos próximos balanços. Para quem está de fora, a queda pode abrir oportunidade, mas é preciso avaliar o cenário de juros e câmbio antes de tomar qualquer decisão.
Perguntas Frequentes
A Suzano teve prejuízo no 2T26?
Não. A Suzano registrou lucro líquido de R$ 1,807 bilhão no 2T26, embora 64% menor que o do 2T25.
Por que o lucro da Suzano caiu tanto?
A queda refletiu a redução do Ebitda e da geração de caixa operacional, em um cenário de preços menos favoráveis e menor receita na comparação anual.
Qual foi o Ebitda da Suzano no 2T26?
O Ebitda ajustado foi de R$ 4,705 bilhões, queda de 23% ante o 2T25, com margem de 41%.
A Suzano aumentou seu endividamento?
Sim. A alavancagem subiu para 3,3 vezes em reais, ante 3,0 vezes no 2T25. Em dólares, passou de 3,1 para 3,4 vezes.
Quando a Suzano divulga o resultado do 3T26?
A companhia não informou a data. O mercado espera a divulgação em outubro, seguindo o calendário habitual.
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