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Suzano, Klabin, Irani: como serão os balanços do 2T para o setor de papel e celulose?

ResumoSuzano, Klabin e Irani devem reportar balanços do 2T26 com receitas impulsionadas pela alta nos preços da celulose. A valorização do real e a inflação de custos, no entanto, podem compensar parcialmente os ganhos operacionais. Analistas do Safra, Itaú BBA e XP apresentam divergências sobre o impacto líquido no setor de papel e celulose.

Os balanços do 2T26 de Suzano, Klabin e Irani devem refletir a alta nos preços da celulose, mas a valorização do real e a inflação de custos podem compensar os ganhos. Analistas do Safra, Itaú BBA e XP divergem sobre o impacto líquido no setor.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 30 de julho de 2026
Suzano, Klabin, Irani: como serão os balanços do 2T para o setor de papel e celulose?

Suzano, Klabin, Irani: como serão os balanços do 2T para o setor de papel e celulose?

Os balanços do segundo trimestre de 2026 das principais empresas de papel e celulose devem ser marcados por dois movimentos opostos. De um lado, a alta nos preços da celulose tende a impulsionar o desempenho das companhias. De outro, a valorização do real e a inflação de custos podem compensar parte desses ganhos, gerando um cenário misto para o setor.

A alta nos preços de celulose e a valorização do real devem ser os principais fatores sobre os resultados das empresas do setor. Por um lado, os analistas esperam que a alta nos valores da celulose impulsione, em algum grau, o desempenho das companhias. Por outro, a valorização do real pode acabar puxando para baixo e compensando os ganhos.

Estimativas do Banco Safra para Suzano e Klabin

Para o Banco Safra, Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3) devem reportar resultados superiores aos do trimestre anterior. Mesmo com a espera de melhora, a expectativa está abaixo do consenso do mercado.

Para a Suzano, o banco projeta uma alta de 3% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), de R$ 4,7 bilhões. Segundo os analistas, a melhora deve vir do negócio de celulose, com preços médios alcançando US$ 600 por tonelada.

Já a Klabin deve subir 16% no Ebitda entre um trimestre e outro, puxada pelo mesmo motivo: preço da celulose. Além disso, os resultados também devem refletir a recuperação de volumes de embalagens e cartão revestido.

Projeções do Itaú BBA para Irani

De acordo com as estimativas do Itaú BBA, a Irani (RANI3) deve reportar um aumento de 14% no Ebitda, atingindo R$ 130 milhões. Mesmo com base de comparação mais fraca após paradas para manutenção no trimestre. A dinâmica do papelão ondulado segue resiliente, com expectativa de queda de 5% nos custos de caixa por tonelada.

Pressões de custos e câmbio preocupam

Segundo o Safra, mesmo com as boas perspectivas, o setor ainda está distante de uma temporada positiva. A inflação de custos, com diesel, frete, energia e produtos químicos, continua pressionando as margens e a manutenção industrial e volatilidade do cambial também devem se refletir nos balanços.

Para a XP Investimentos, com o real mais forte, é possível que o desempenho das companhias seja um destaque negativo. A estimativa da casa é de queda de 7,9% na receita do setor e um recuo de 19,5% no lucro operacional. O lucro líquido, por sua vez, deve cair ainda mais, com uma previsão de -95,2% para o setor.

Apesar dos preços de celulose mais altos no comparativo trimestral, os analistas da XP explicam que com a valorização do real, as paradas de manutenção e os maiores custos de insumos, os resultados devem ficar pressionados.

O que esperar de Suzano e Klabin

De acordo com as expectativas, a Suzano deverá apresentar resultados praticamente estáveis de um trimestre para o outro. Os preços melhores de celulose e volumes ligeiramente maiores compensando as pressões de câmbio e custos.

Ao mesmo tempo, a Klabin deve registrar melhora sequencial, apoiada por preços mais altos da celulose e pela resiliência das operações de papel e embalagens.

Perguntas Frequentes

Os balanços do 2T26 de Suzano, Klabin e Irani serão positivos?

Sim, os analistas do Safra e Itaú BBA projetam alta no Ebitda das três empresas, mas o mercado espera resultados abaixo do consenso, com pressões de câmbio e custos.

Qual a projeção de Ebitda para a Suzano no 2T26?

O Banco Safra projeta alta de 3% no Ebitda da Suzano, para R$ 4,7 bilhões, com preços médios de celulose em US$ 600 por tonelada.

Quanto a Klabin deve crescer no Ebitda?

A Klabin deve subir 16% no Ebitda entre o 1T e o 2T26, impulsionada pelos preços da celulose e recuperação de volumes de embalagens.

A Irani terá aumento de Ebitda?

Sim, o Itaú BBA estima alta de 14% no Ebitda da Irani, para R$ 130 milhões, com queda de 5% nos custos de caixa por tonelada.

A XP Investimentos tem uma visão diferente?

Sim, a XP prevê queda de 7,9% na receita do setor e recuo de 19,5% no lucro operacional, com lucro líquido caindo 95,2%, devido à valorização do real e custos.

O que mais pode impactar os resultados?

A inflação de custos (diesel, frete, energia, produtos químicos), as paradas de manutenção e a volatilidade cambial devem pressionar as margens das empresas.

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