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Exploration Company levanta US$ 450M: rival da SpaceX na Europa

A corrida espacial ganhou um novo capítulo. A The Exploration Company, franco-alemã com sede em Munique, levantou uma rodada Série C de US$ 450 milhões para acelerar seus planos de se tornar a alternativa europeia à SpaceX e à Blue Origin no transporte de carga espacial. A captação foi coliderada pela americana Bessemer Venture Partners, pela britânica Atomico e pelo Scaleup Europe Fund, veículo de growth gerido pela sueca EQT, com participação de investidores anteriores.

Com a nova injeção, a empresa chega a aproximadamente US$ 680 milhões captados desde a fundação, em julho de 2021. A rodada anterior havia sido uma Série B de € 150 milhões, no fim de 2024. O dinheiro sustenta dois projetos centrais: a cápsula Nyx e o motor Storm.

A Nyx é uma cápsula reutilizável para levar e trazer carga da órbita baixa da Terra. A versão Nyx Earth carrega até 4 toneladas ao espaço e traz até 3 toneladas de volta, o que a empresa aponta como a maior capacidade de retorno do mundo nessa classe de veículo. Ela também pode ser reabastecida em órbita, estendendo missões. O argumento comercial é de preço: redução entre 25% e 50% no custo de missão em relação aos concorrentes.

O primeiro voo oficial da Nyx Earth está previsto para 2028, com objetivo inicial de atender à ISS. O alvo comercial declarado, porém, são as futuras estações espaciais privadas. Há ainda planos para as variantes Nyx Gateway e Nyx Moon, voltadas à estação lunar Gateway e à superfície da Lua.

A segunda frente é o Storm, motor reutilizável de alto empuxo movido a oxigênio líquido e biometano. A ambição é que ele sirva de base para um futuro lançador super-pesado europeu, alternativa "made in Europe" ao Falcon Heavy (SpaceX) e ao New Glenn (Blue Origin). "Este financiamento vai nos permitir executar com urgência: levar a Nyx à Estação Espacial Internacional e trazê-la de volta em segurança à Terra, enquanto aceleramos o Storm, a capacidade de propulsão de alto empuxo de que a Europa precisa para seu futuro lançador pesado reutilizável", afirma Hélène Huby, fundadora e CEO.

Apesar de ainda não operar comercialmente, a empresa afirma ter garantido mais de US$ 2 bilhões em contratos e compromissos de clientes públicos e privados, incluindo acordos com a Agência Espacial Europeia e operadores comerciais de estações espaciais. Em julho, abriu uma entidade nos Estados Unidos para disputar contratos do governo americano, justamente o mercado que sustenta as duas rivais que promete confrontar.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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