Smart Fit (SMFT3): Santander vê alta de 98% e mantém compra
O Santander não enxerga o ritmo mais lento de abertura de academias como sinal de fim da história de crescimento da Smart Fit (SMFT3). O banco reiterou recomendação de Outperform, equivalente à compra, e introduziu preço-alvo de R$ 35 para o fim de 2027, o mesmo valor antes projetado para o fim de 2026. A cifra implica potencial de alta de 98% ante o último fechamento.
A tese se sustenta em três pilares: maturação da TotalPass, alavancagem operacional e expansão das margens. Para os analistas, os resultados da rede são muito menos sensíveis às aberturas do que se imagina.
Um ritmo de expansão mais disciplinado pode se tornar catalisador positivo, ao acelerar a geração de fluxo de caixa livre, desalavancar o balanço e ampliar o retorno de capital aos acionistas. O banco também vê potencial adicional de alta na oportunidade da TotalPass no setor público, hoje não refletida nas estimativas.
Mesmo em cenários de expansão materialmente mais lenta, o Santander projeta CAGR de aproximadamente 30% do lucro por ação ajustado entre 2025 e 2028. A menor intensidade de capital impulsiona desalavancagem mais rápida e geração de fluxo de caixa livre mais forte, com yield para o acionista em 2028 variando de cerca de 7% a 12% entre os cenários.
No setor público, a administração tem sinalizado intenção de avançar. O mercado reúne cerca de 15,3 milhões de funcionários, equivalentes a 31,4% da força de trabalho formal, com salários aproximadamente 50% superiores à média, o que poderia sustentar taxas de adesão mais elevadas. A análise sugere potencial de aproximadamente R$ 200 milhões em receita incremental, sem que essa contribuição esteja incorporada às projeções.
O banco resume a leitura: o mercado pode estar superestimando o impacto de aberturas mais lentas sobre o crescimento, enquanto subestima os benefícios para a criação de valor.