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Selic em 13,75%: Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (16) mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Com a decisão, a Selic passou a 13,75% ao ano. É o novo patamar que reordena a conta de quem tem R$ 10 mil parados na renda fixa.

Com a Selic a 13,75% ao ano, a renda fixa segue atrativa mesmo após o corte. Para R$ 10 mil, a poupança rende menos que CDBs, LCAs, LCIs e títulos do Tesouro. A escolha ideal depende do prazo e do objetivo do dinheiro, segundo o planejador financeiro Jeff Patzlaff, que fez a simulação a pedido do Money Times.

A pedido do Money Times, Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, rodou uma simulação com a nova taxa. O quadro considera CDI de 13,65% ao ano e Selic de 13,75% ao ano, com rentabilidade líquida descontando apenas o Imposto de Renda, sem a taxa do Tesouro.

O que muda com a Selic a 13,75%

Mesmo com a queda dos juros, a renda fixa continua atraente para quem busca retorno elevado sem assumir grandes riscos, avalia Patzlaff. "Uma taxa de 13,75% ainda é extremamente alta e continua nos entregando um rendimento muito atrativo e com riscos baixíssimos na renda fixa. Não há motivo para pressa ou para girar o patrimônio, o que muitas vezes só gera custos com impostos e taxas", afirma.

Para o planejador, mais importante do que tentar antecipar cada movimento da economia é escolher os investimentos de acordo com o prazo e o objetivo do dinheiro. A lógica é simples: dinheiro é decisão, não sorte.

Onde alocar R$ 10 mil conforme o prazo

Para a reserva de emergência, Patzlaff recomenda opções com liquidez, como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e as "caixinhas" oferecidas pelos bancos.

Já para objetivos de médio prazo, como uma viagem ou a troca do carro em um ou dois anos, LCIs e LCAs isentas de Imposto de Renda e títulos prefixados podem fazer sentido, desde que o vencimento esteja alinhado à data em que o investidor precisará dos recursos.

Para horizontes mais longos, como aposentadoria ou projetos para daqui a cinco ou dez anos, Patzlaff destaca o Tesouro IPCA+, que oferece taxa de retorno acima da inflação e ajuda a preservar o poder de compra.

O alerta fica para quem mantém recursos na poupança. "A poupança sempre rende bem menos que a inflação real ou outras opções seguras. Você deixaria de ganhar dinheiro só por preguiça de mudar de lugar", diz.

Na avaliação de Patzlaff, o nível atual dos juros ainda favorece o investidor de renda fixa. "O melhor a fazer é manter a calma, ser fiel aos prazos dos seus projetos e deixar que os juros compostos façam o trabalho pesado por você".

Quem quiser comparar alternativas de curto prazo pode revisar melhores CDBs com liquidez diária antes de decidir. Para prazos longos, vale entender como funciona o Tesouro IPCA+.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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