Sabesp (SBSP3) tem preço-alvo elevado pelo JPMorgan; ação sobe
O JPMorgan elevou o preço-alvo da Sabesp (SBSP3) de R$ 34 para R$ 35 para dezembro de 2027, mantendo a recomendação overweight. A ação subia 2,26% na manhã desta terça-feira (8), cotada a R$ 27,13.
O JPMorgan elevou o preço-alvo da Sabesp (SBSP3) de R$ 34 para R$ 35 para dezembro de 2027, mantendo a recomendação overweight (acima da média do mercado). A nova meta representa potencial de valorização de 31,9% frente aos R$ 26,53 da última sexta-feira (4). Por volta das 10h10, as ações da companhia de saneamento subiam 2,26%, cotadas a R$ 27,13.
O banco revisou as estimativas após reunião com o diretor financeiro da companhia, que trouxe mensagens positivas na avaliação dos analistas. O JPMorgan elevou em 3% as projeções de EBITDA para 2027 e 2028, principalmente pela expectativa de maior compensação regulatória, que deve mais do que compensar um ritmo mais gradual de redução das despesas operacionais.
A administração da Sabesp reiterou que ainda há espaço para novos cortes de despesas, após redução de cerca de 20% nas despesas por unidade desde a privatização. O banco, porém, passou a projetar ritmo mais gradual de redução, de 5% ao ano em termos reais entre 2027 e 2031, ante quedas de 10% a 15% previstas para 2027 e 2028.
Para o lucro líquido, as estimativas subiram 15% para 2028 e 2029, refletindo a revisão para baixo dos investimentos. O banco agora estima R$ 75 bilhões em capex entre 2026 e 2029, ante R$ 89 bilhões. Para 2027 e 2028, reduziu a projeção de capex para R$ 20 bilhões por ano, ante R$ 25 bilhões.
Na frente regulatória, o JPMorgan elevou em 5% o valor presente líquido (NPV) das compensações financeiras, passando a estimar R$ 1,2 bilhão em reconhecimento de investimentos na revisão de janeiro de 2027 e cerca de R$ 3 bilhões, em média, nas revisões entre 2028 e 2030. A revisão dos investimentos tem impacto inferior a 1% no NPV, mas reduz a projeção de alavancagem: a relação dívida líquida sobre EBITDA caiu de 3,2 vezes para cerca de 2,8 vezes entre 2027 e 2030.
O banco vê riscos de menor impacto nas receitas do segundo semestre de 2026, com correções nas contas de água estimadas em R$ 300 milhões e descontos a grandes clientes industriais de R$ 130 milhões por ano. A questão dos descontos pode ser compensada por audiência pública regulatória em andamento, com possível conclusão no segundo semestre.
Com as novas estimativas, o JPMorgan vê a Sabesp negociando a TIR real de 11,5% e a 11 vezes o P/L projetado para 2027, com crescimento anual composto de 24% para o EBITDA e de 20% para o lucro por ação entre 2026 e 2029. A companhia prevê investir entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões em 2026, em linha com a estimativa de R$ 18,8 bilhões do banco.