Sabesp (SBSP3): JP Morgan eleva preço-alvo para R$ 35; veja
O JP Morgan elevou o preço-alvo da Sabesp (SBSP3) de R$ 34 para R$ 35, mantendo recomendação de compra. Potencial de alta é de 31,9% ante o último fechamento. Entenda os motivos.
O JP Morgan elevou o preço-alvo da Sabesp (SBSP3) de R$ 34 para R$ 35, mantendo a recomendação overweight (equivalente a compra) para a ação. O novo alvo implica um potencial de alta de 31,9% em relação ao último fechamento.
A revisão veio após conversas com o CFO da companhia, Daniel Szlak, que trouxeram mensagens consideradas positivas pelo banco. Com isso, as estimativas para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiram 3% para 2027-28, refletindo a visão de maior compensação regulatória, que mais do que compensa um ritmo mais gradual de cortes de Opex.
Já a estimativa de lucro líquido para 2028-29 foi elevada em 15%, com redução nas premissas de capex: agora são R$ 75 bilhões para 2026-29, ante R$ 89 bilhões antes. A administração, segundo o banco, reiterou que ainda vê espaço para novos cortes de Opex, mesmo após uma redução de cerca de 20% por unidade desde a privatização.
O JP Morgan, no entanto, adotou tom mais conservador: assume cortes de Opex de 5% ao ano entre 2027 e 2031, ante 10%-15% em 2027-28. Isso implica impacto de -1% no valor presente líquido (VPL) em relação ao cenário-base anterior. A administração também sinalizou riscos de impacto menor nas receitas no segundo semestre de 2026, por causa de correções nas contas de água (cerca de R$ 300 milhões) e descontos para grandes clientes industriais (R$ 130 milhões por ano).
A Sabesp planeja investir R$ 18-20 bilhões em capex em 2026, ante R$ 7,5 bilhões no primeiro semestre. Para 2027-28, o banco reduziu a estimativa para R$ 20 bilhões por ano, ante R$ 25 bilhões. Com isso, a alavancagem estimada cai para cerca de 2,8 vezes a dívida líquida/Ebitda em 2027-30, ante 3,2 vezes.
No segundo trimestre, a Sabesp registrou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão, 31,4% abaixo do mesmo período do ano anterior, mas praticamente em linha com o esperado pelo mercado (R$ 1,53 bilhão, segundo a LSEG). O Ebitda ficou em R$ 3,9 bilhões, estável ante um ano antes, acima dos R$ 3,76 bilhões projetados. A receita líquida somou R$ 10,2 bilhões, alta de 13,9%, com investimentos de R$ 7,5 bilhões no semestre, 15,6% mais que um ano antes.
A companhia segue em corrida para concluir investimentos bilionários e atingir metas de universalização do saneamento no Estado de São Paulo até 2029.