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Renda fixa impulsiona boom de ETFs; veja os fundos novos que lideram em captação, com Bradesco e BTG na ponta

ResumoO mercado de ETFs brasileiro registrou captação recorde de R$ 32,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, superando os R$ 23,1 bilhões de todo o ano de 2025. A renda fixa domina os novos lançamentos, com Bradesco e BTG Pactual liderando o ranking de captação entre os fundos de índice.

Os ETFs seguem em forte expansão em 2026. Após recorde de R$ 23,1 bilhões em 2025, os fundos de índice já atraíram R$ 32,4 bilhões entre janeiro e junho, superando todo o fluxo do ano passado. Renda fixa domina os lançamentos, com Bradesco e BTG na liderança do ranking de captaçã

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 28 de julho de 2026
Renda fixa impulsiona boom de ETFs; veja os fundos novos que lideram em captação, com Bradesco e BTG na ponta

Os ETFs, principal aposta do mercado financeiro para o ano, seguem em forte expansão. Depois de encerrarem 2025 com captação líquida recorde de R$ 23,1 bilhões, os fundos de índice já atraíram outros R$ 32,4 bilhões somente entre janeiro e junho deste ano, superando todo o fluxo registrado no ano passado, segundo dados da Anbima. O avanço reflete o crescente interesse de investidores e gestoras por produtos negociados em bolsa que combinam diversificação, baixo custo e facilidade de acesso.

Os ETFs captaram R$ 32,4 bilhões entre janeiro e junho de 2026, superando o recorde de R$ 23,1 bilhões de 2025. Dos dez maiores ETFs lançados desde janeiro de 2025, oito são de renda fixa, acumulando R$ 20,84 bilhões. Bradesco Asset lidera com R$ 14,5 bilhões, seguida por BTG Pactual (R$ 12,6 bilhões) e Itaú Asset (R$ 6 bilhões).

O ranking dos ETFs que mais captaram desde 2025

Um levantamento do ETFs Brasil junto com a Teva Índices mostra que os dez maiores ETFs lançados desde janeiro de 2025 já acumulam R$ 23,48 bilhões em captação líquida até meados de julho. O ranking considera apenas os ETFs lançados a partir de 01/01/2025, com dados de 20/07/2026 e captação líquida entre 01/01/2025 e 20/07/2026.

O ranking reúne produtos de diferentes classes de ativos e gestoras, mas revela uma concentração dos recursos em poucas estratégias: renda fixa, ações internacionais e alternativos.

Por que a renda fixa domina os lançamentos

A predominância da renda fixa entre os ETFs é evidente. Dos dez fundos com maior captação líquida lançados desde janeiro de 2025, oito pertencem a essa classe de ativos. Juntos, eles acumularam R$ 20,84 bilhões em aportes até 20 de julho, o equivalente a cerca de 89% dos recursos captados pelo grupo. Isso evidencia que os investidores têm priorizado estratégias mais conservadoras em meio ao cenário de juros elevados.

O ambiente macroeconômico favorece a renda fixa

O movimento acompanha o ambiente macroeconômico: com a Selic em patamar elevado, os ETFs de renda fixa passaram a oferecer uma forma simples de acessar títulos públicos e outros ativos pós-fixados. Eles combinam diversificação, liquidez em bolsa e custos geralmente inferiores aos dos fundos tradicionais. Com isso, esses produtos passaram a disputar espaço diretamente com aplicações como Tesouro Direto, CDBs e fundos de renda fixa.

Vantagem tributária como diferencial competitivo

Outro diferencial que tem ajudado essa classe de ativos no boom recente está na tributação. Ao contrário dos fundos tradicionais, os ETFs não estão sujeitos ao mecanismo de come-cotas semestral. Além disso, a maior parte dos ETFs de renda fixa conta com alíquota única de 15% de Imposto de Renda, independentemente do prazo da aplicação, o que pode representar uma vantagem para investidores de médio e longo prazo.

O papel do modelo fee-based na expansão

Na avaliação de Laís Costa, analista da Empiricus Research, a expansão dos ETFs também é consequência de uma mudança estrutural no mercado de investimentos. Segundo ela, o avanço do modelo fee-based, em que consultores e assessores são remunerados pelo serviço prestado ao cliente, e não pela comissão de distribuição de produtos específicos, tem alinhado os incentivos em favor de veículos mais eficientes e de menor custo.

Ela explica que quando o assessor é remunerado pelo serviço prestado, e não pelo produto vendido, faz mais sentido para o profissional recomendar instrumentos com taxas menores e maior eficiência, como os ETFs.

A corrida pelo pioneirismo entre as gestoras

Costa destaca ainda que outro fator tem acelerado os lançamentos nos últimos anos: a percepção entre as gestoras de que quem chega primeiro tende a conquistar uma vantagem competitiva. "Existe uma percepção de que a primeira gestora a lançar um ETF de determinada classe de ativos ou tema sai na frente", afirma.

Como os ETFs costumam replicar os mesmos índices e apresentam estruturas muito semelhantes, o pioneirismo pode ser decisivo para atrair patrimônio, ganhar liquidez e se consolidar como referência naquela categoria. Essa dinâmica ajuda a explicar tanto a concentração dos recursos em poucos produtos quanto a corrida das gestoras para lançar novos ETFs.

Quem lidera o mercado de novos ETFs

O estudo mostra que, apesar da expansão da indústria, o mercado de novos ETFs continua concentrado em poucas casas. A Bradesco Asset lidera o patrimônio líquido dos ETFs lançados desde 2025, com R$ 14,5 bilhões, seguida pela BTG Pactual Asset, com R$ 12,6 bilhões, e pela Itaú Asset, com R$ 6 bilhões. ETFs vs fundos tradicionais Juntas, as três administram aproximadamente R$ 33 bilhões, praticamente todo o patrimônio dos novos fundos listados no período.

As demais gestoras no ranking

Na sequência aparecem a XP Allocation, com R$ 3,1 bilhões, a Investo (R$ 1,17 bilhão) e a Galapagos Capital (R$ 850 milhões). A Nu Asset também figura entre as principais gestoras, com cerca de R$ 740 milhões em patrimônio nos ETFs lançados desde janeiro de 2025.

O que esperar dos ETFs nos próximos meses

Com a Selic ainda em patamar elevado e o avanço do modelo fee-based, a tendência é que os ETFs de renda fixa continuem atraindo recursos. A concentração em poucas gestoras, no entanto, levanta questões sobre a competividade do mercado. como investir em ETFs Para o investidor individual, a principal vantagem está na combinação de baixo custo, diversificação e benefício tributário.

Perguntas Frequentes

O que é um ETF?

ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de índice negociado em bolsa, que replica a performance de um índice de referência, como o Ibovespa ou o IMA-B.

ETFs de renda fixa pagam come-cotas?

Não. Ao contrário dos fundos tradicionais, os ETFs não estão sujeitos ao mecanismo de come-cotas semestral.

Qual a alíquota de IR para ETFs de renda fixa?

A maior parte dos ETFs de renda fixa conta com alíquota única de 15% de Imposto de Renda, independentemente do prazo da aplicação.

Quem lidera o mercado de ETFs no Brasil?

A Bradesco Asset lidera com R$ 14,5 bilhões, seguida pela BTG Pactual Asset (R$ 12,6 bilhões) e Itaú Asset (R$ 6 bilhões), considerando ETFs lançados desde 2025.

ETFs são melhores que fundos tradicionais?

ETFs geralmente têm custos mais baixos e não pagam come-cotas, mas a escolha depende do perfil do investidor e dos objetivos financeiros.

Como investir em ETFs?

É possível investir em ETFs por meio de uma corretora de valores, comprando cotas na bolsa como se fossem ações.

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