Quais ações do varejo crescem com juros altos? BTG aponta favoritas
O BTG Pactual divulgou relatório com as ações do varejo mais resilientes aos juros altos. A análise considera fluxo de caixa, endividamento e poder de repasse de preços. Veja as favoritas do banco para 2026.
Quais ações do varejo conseguem crescer apesar dos juros altos? BTG aponta favoritas
O BTG Pactual divulgou relatório com as ações do varejo mais resilientes aos juros altos. A análise considera fluxo de caixa, endividamento e poder de repasse de preços. Veja as favoritas do banco para 2026.
O BTG Pactual indica ações do varejo com baixo endividamento, alto fluxo de caixa e capacidade de repasse de preços como as mais resilientes em cenário de Selic elevada. Entre as favoritas estão Lojas Renner (LREN3), Arezzo&Co (ARZZ3) e Natura &Co (NTCO3), por exposição menor a crédito e margens robustas.
O cenário macro aperta o consumo
A Selic encerrou maio em 9,75%, patamar que comprime o orçamento das famílias. O crédito mais caro reduz a demanda por bens duráveis e semiduráveis, justamente o carro-chefe do varejo tradicional. Quem opera com capital de giro próprio ou baixo endividamento líquido sai na frente.
O BTG Pactual, em relatório de junho de 2026, elenca três pilares para uma ação do varejo crescer mesmo com juros altos: fluxo de caixa livre positivo, dívida líquida sobre EBITDA abaixo de 1,0 vez e margem operacional acima de 10%. Esses critérios filtram empresas que não dependem de rolagem constante de dívida cara.
As favoritas do BTG para o varejo
Lojas Renner (LREN3): resiliência de margem
A Renner opera com margem EBITDA na faixa de 18% a 20%, uma das mais altas do varejo de moda. O modelo de capital de giro negativo, vende antes de pagar fornecedores, reduz a necessidade de crédito. O banco destaca que a empresa tem dívida líquida zero ou negativa, o que a protege da alta de juros. Lojas Renner: análise fundamentalista 2026
Arezzo&Co (ARZZ3): poder de repasse
A Arezzo&Co combina marcas premium (Arezzo, Schutz, Anacapri) com operação própria e franquias. O tíquete médio elevado permite repassar aumentos de custo sem perder margem. O BTG aponta que a empresa mantém margem líquida acima de 12% mesmo em ciclos de aperto monetário.
Natura &Co (NTCO3): fluxo de caixa global
A Natura &Co, dona de Avon e The Body Shop, tem receita diversificada entre América Latina, Europa e Ásia. O fluxo de caixa operacional da companhia, segundo o relatório, supera R$ 2 bilhões anuais, o que garante cobertura de dívida mesmo com juros altos no Brasil.
O que o mercado está precificando?
O Ibovespa opera perto dos 130 mil pontos em junho de 2026, com o setor de consumo cíclico entre os mais penalizados. O número conta a história: ações de varejo com exposição a crédito, como Magazine Luiza e Casas Bahia, caíram mais de 30% no ano, enquanto as favoritas do BTG recuaram menos de 10%. O fluxo de capital migra para empresas com balanço enxuto.
Riscos que o investidor precisa considerar
Nenhuma ação está imune a uma recessão mais forte. Se o desemprego subir acima de 10%, mesmo as varejistas mais saudáveis sentirão queda de receita. O BTG ressalva que as projeções partem do cenário-base de Selic estável em 9,75% até o fim de 2026. Um novo aperto mudaria a recomendação.
Outro risco é a concentração de receita: a Renner tem 95% das lojas no Brasil, enquanto a Arezzo&Co depende 70% do mercado interno. Uma desaceleração local afeta ambas diretamente.
Como montar uma carteira de varejo para juros altos
O BTG sugere alocar até 15% da carteira de ações em varejo, desde que com empresas que atendam aos três critérios: baixo endividamento, margem operacional acima de 10% e fluxo de caixa livre positivo. A ordem de preferência do banco é:
- Lojas Renner (LREN3), menor risco de crédito
- Arezzo&Co (ARZZ3), maior poder de repasse
- Natura &Co (NTCO3), diversificação geográfica
Carteira recomendada BTG junho 2026
Perguntas Frequentes
Quais ações do varejo o BTG recomenda para juros altos?
O BTG recomenda Lojas Renner (LREN3), Arezzo&Co (ARZZ3) e Natura &Co (NTCO3) como as mais resilientes.
Por que a Lojas Renner é considerada resiliente?
A Renner tem dívida líquida zero, margem EBITDA acima de 18% e capital de giro negativo, o que reduz a dependência de crédito.
Arezzo&Co consegue crescer com juros altos?
Sim, porque opera com marcas premium e tíquete médio elevado, permitindo repassar custos sem perder margem.
A Natura &Co está exposta ao risco cambial?
Sim, mas a diversificação de receita entre países reduz o impacto de um mercado específico.
Qual o principal risco para o varejo em 2026?
O aumento do desemprego acima de 10%, que comprimiria o consumo das famílias e afetaria a receita de todas as varejistas.
Como investir em ações do varejo com segurança?
Priorize empresas com dívida líquida baixa, margem operacional acima de 10% e fluxo de caixa livre positivo.