Super Quarta começa com STF, pesquisas e Ibovespa em dólar
A agenda mais tranquila desta terça-feira (15) desloca o cenário político para o centro das atenções do investidor. É o primeiro dia das reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, ambas concluídas na quarta (16), o que rendeu ao período a alcunha de Super Quarta.
O que move o mercado nesta terça-feira (15):
- Vendas do varejo no Brasil, principal destaque da agenda econômica.
- STF analisa relatório da Polícia Federal sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Instituto Indexa e CNT/MDA divulgam pesquisas eleitorais às 9h.
- Primeiro dia das reuniões de política monetária no Brasil e nos EUA, com conclusão na quarta (16).
Os últimos levantamentos apontam consolidação da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), depois de um suspiro da chamada terceira via, personalizada na figura de Augusto Cury (Avante).
No exterior, a cautela predomina. O conflito no Oriente Médio segue pressionando as cotações do petróleo, e a disparada nos títulos dos Estados Unidos mantém o tom defensivo. As bolsas asiáticas fecharam em queda, as europeias abriram no vermelho e os índices futuros de Wall Street apontam para abertura negativa.
O Ibovespa (IBOV) iniciou a semana em baixa. Na segunda-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O dólar à vista terminou a R$ 5,1479, alta de 0,44%. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, cai 0,61%, cotado a US$ 37,49.
Para quem acompanha o mercado há anos, o roteiro é conhecido: em véspera de decisão monetária dupla, o investidor reduz exposição e espera os comunicados. O ciclo sempre vira, e a Super Quarta costuma marcar a virada de humor. o que esperar da decisão do Copom
A leitura do dia é simples. Sem grandes indicadores domésticos além do varejo, o prêmio de risco embutido nos ativos brasileiros responde ao noticiário político e à pesquisa eleitoral das 9h. A dúvida que fica para a quarta-feira (16) é se os bancos centrais confirmam o tom já precificado ou surpreendem. impacto do Fed nos mercados emergentes