Ibovespa sobe mais de 1% com alta da Petrobras; entenda
O Ibovespa (IBOV) destoou do pessimismo no exterior nesta terça-feira (15), quando os rendimentos dos títulos dos Estados Unidos pressionavam Wall Street. Na máxima, o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,16%, aos 187.650,53 pontos. Por volta das 15h01 (horário de Brasília), o IBOV tinha alta de 0,93%, aos 187.231,14 pontos.
O avanço foi sustentado pelo setor petroleiro. A PETR3 subia 3,54% (R$ 56,18), enquanto a PETR4 avançava 3,23% (R$ 50,50), segundo a analista de ações da Nomad, Rebecca Nossig. No mercado internacional, o petróleo Brent subia mais de 3%.
"O movimento compensa a pressão negativa exercida pela Vale, afetada pela fraqueza das commodities metálicas", afirma Nossig. A Vale (VALE3) recuava 0,50% (R$ 75,10), em linha com a baixa do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China. A ponta negativa do índice era encabeçada pela Hapvida (HAPV3), com queda de 3,27% (R$ 6,50).
O que puxou o Ibovespa para cima
Na mesma linha, o sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, considera que a alta da Petrobras e das ações ligadas à siderurgia impulsionam o Ibovespa. "Há também um pano de fundo favorável para emergentes, com a BlackRock voltando a recomendar overweight em ações de emergentes, destacando crescimento esperados dos lucros superior a 34% nos próximos 12 meses e valuation de apenas 10 vezes os lucros, contra quase 20 vezes nos EUA", complementa Lemos.
O setor bancário também contribuiu para a alta, com o Índice Financeiro (IFNC) avançando 0,51%, aos 19.639,41 pontos. No cenário doméstico, o leilão de NTN-Bs mostrou demanda forte, o que ajuda na percepção de risco, avalia Lemos. Mesmo assim, o mercado segue em tom de cautela global às vésperas das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, complementa Nossig.
Julgamento no STF e pesquisa eleitoral
Por aqui, o mercado acompanhava o julgamento que pode resultar na investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes quanto ao seu envolvimento no caso Master. A sessão retornou às 15h. Antes, os ministros Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques se declararam impedidos para participar da decisão sobre Moraes.
O mercado acompanhou também nova pesquisa eleitoral CNT/MDA, indicando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,3% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 40% em um eventual segundo turno.
No câmbio, o dólar à vista ante o real avançava, em linha com o movimento global observado pelo índice DXY, diante do avanço dos Treasuries. O título de 10 anos atingiu as máximas desde 2007, a 5,041%. Por volta das 15h20 (horário de Brasília), o dólar subia 0,06%, a R$ 5,1510, enquanto o DXY tinha alta de 0,25%, aos 99.642 pontos.