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Por que ETFs podem ser o melhor produto para o investidor, segundo CEO da XP Asset

ResumoLeandro Bousquet, CEO da XP Asset, considera ETFs o melhor produto para investidores pessoa física, embora a experiência ainda não seja ideal. A indústria de ETFs está em estágio inicial de crescimento no Brasil. A XP Asset foca em ETFs de renda fixa, que já representam mais de 60% da carteira da gestora.

O CEO da XP Asset, Leandro Bousquet, avalia que os ETFs podem ser o melhor produto para a carteira do investidor pessoa física, mas a experiência ainda não é a ideal. A indústria está no início do crescimento, e a gestora foca em ETFs de renda fixa, que já representam mais de 60%

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 26 de julho de 2026
Por que ETFs podem ser o melhor produto para o investidor, segundo CEO da XP Asset

Por que os ETFs podem ser o melhor produto para o investidor, segundo CEO da XP Asset

Os fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) talvez sejam os melhores produtos para alocação na carteira do investidor pessoa física, mas ainda não entregam a experiência que as pessoas buscam na hora de investir. A avaliação é do CEO da XP Asset, Leandro Bousquet, que participou de painel na Expert XP, evento realizado na última semana em São Paulo. Para o executivo, a indústria está no início de um processo de crescimento, e a gestora tem focado esforços no segmento, especialmente em ETFs de renda fixa.

O que são ETFs e por que eles são considerados o melhor produto?

ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam índices de mercado, como o Ibovespa ou índices de renda fixa. Para Bousquet, o ETF é um produto de alocação, talvez o melhor possível para a carteira de um investidor pessoa física. No entanto, a experiência que o investidor encontra no Brasil ainda não é a ideal. "Os ETFs são encarados como um produto de renda variável, é a experiência de investir em renda variável. E o ETF é um produto de alocação, talvez o melhor possível para a carteira de um investidor pessoa física, mas a experiência que o investidor encontra não é essa", afirmou.

O desafio da experiência do investidor com ETFs no Brasil

A principal barreira apontada por Bousquet é a percepção do mercado. No Brasil, ETFs são tratados como ativos de renda variável, o que gera uma experiência de investimento volátil e de curto prazo. Na visão do executivo, para que o ETF se torne um produto de ampla alocação, a grade de produtos precisa ser completa. Isso implica em se voltar à classe de investimentos predominante entre os brasileiros: a renda fixa.

"Ainda estamos muito no começo do processo de crescimento dos ETFs. A experiência que o investidor tem no Brasil ainda não é a ideal", disse Bousquet. "É um dever de casa melhorar a experiência dos clientes, mas já demos o primeiro passo."

XP Asset expande prateleira de ETFs de renda fixa

A XP Asset tem aumentado sua oferta de ETFs, especialmente na área de renda fixa. Atualmente, a gestora conta com 22 ETFs e planeja lançar mais dois ou três nos próximos meses. Bousquet mencionou que boa parte dos novos ETFs lançados foram de renda fixa, e que mais de 60% do crescimento de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) de ETFs veio dessa classe.

"Estamos criando mais ETFs na XP Asset. Temos 22 atualmente e devemos lançar mais dois ou três nos próximos meses. Boa parte dos novos ETFs lançados foram de renda fixa", afirmou o executivo.

O papel da renda fixa no crescimento dos ETFs

A renda fixa é a classe de investimento predominante entre os brasileiros, e os ETFs de renda fixa têm impulsionado o crescimento do segmento. Segundo Bousquet, mais de 60% do crescimento de ativos sob gestão de ETFs veio da renda fixa. Isso mostra que, para atrair o investidor pessoa física, é essencial oferecer produtos que dialoguem com seus hábitos de investimento.

O que diz a BlackRock Brasil sobre o futuro dos ETFs

Bruno Barino, CEO da BlackRock Brasil, também participou do painel e destacou outros fatores que têm apoiado o "crescimento exponencial" dos ETFs. Entre eles, a adoção de modelos de carteiras de ETFs no wealth management e o aumento da remuneração por taxa fixa (fee based). Barino também ressaltou o cenário atual de transformações no mundo.

"Estamos vivendo uma transformação profunda em tudo, e o ETF virou o veículo de escolha, que conecta a oferta de capital com a demanda de capital. Depois que você discute uma tese, tem a pergunta 'how do you ETF it?' (como você transforma isso em ETF). Isso é muito poderoso", disse.

Como os ETFs podem se tornar o produto de escolha do investidor?

Para que os ETFs se consolidem como o principal produto de alocação, a indústria precisa melhorar a experiência do investidor. Isso inclui educar o mercado sobre o papel dos ETFs como veículos de alocação de longo prazo, e não como ativos voláteis de curto prazo. A XP Asset, com seu foco em ETFs de renda fixa, já deu os primeiros passos nessa direção.

Perguntas Frequentes

ETFs são seguros para investir?

ETFs são veículos de investimento que replicam índices, o que oferece diversificação e transparência. No entanto, como qualquer investimento, há riscos associados ao mercado.

Qual a diferença entre ETF e fundo de investimento tradicional?

ETFs são negociados em bolsa como ações, com liquidez diária e taxas geralmente mais baixas que fundos tradicionais. Eles replicam índices, enquanto fundos tradicionais podem ter gestão ativa.

ETFs de renda fixa rendem mais que a poupança?

Historicamente, ETFs de renda fixa podem oferecer rendimentos superiores à poupança, mas dependem do índice e das condições de mercado. É importante comparar taxas e riscos.

Como investir em ETFs no Brasil?

Para investir em ETFs, é necessário ter conta em uma corretora de valores, acessar o home broker e comprar cotas como se fossem ações. É recomendável diversificar e entender o índice replicado.

ETFs pagam Imposto de Renda?

Sim, ETFs pagam Imposto de Renda sobre o lucro na venda das cotas, com alíquotas que variam conforme o tipo de ETF e o prazo de investimento. Imposto de Renda em ETFs

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