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PF investiga aporte no Master feito por instituto de previdência

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação para apurar suspeitas de irregularidades no aporte de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Campo Grande (MS) no Banco Master. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal.

A investigação começou a partir de informações de um relatório de Auditoria Direta - Letras Financeiras elaborado por uma área do Ministério da Previdência Social (MPS). Segundo a PF, o relatório apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

"Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos", informou a PF.

Os policiais apuram suspeita de crimes de gestão temerária, corrupção passiva e ativa. O caso envolve dinheiro de aposentados e pensionistas do município, o que reforça a necessidade de apuração célere. Ainda não há informações sobre afastamento de servidores ou bloqueio de bens.

A operação desta terça-feira é mais um capítulo na fiscalização de investimentos de fundos de previdência públicos em ativos de bancos privados. O desfecho dependerá das análises dos documentos apreendidos e dos dados sigilosos que serão quebrados.

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Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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