Petróleo segue no radar em dia de inflação e Datafolha; Ibovespa em dólar cai
Investidores acompanham o petróleo perto dos US$ 100, a inflação nos EUA e no Brasil e a nova pesquisa Datafolha. Na véspera, o Ibovespa subiu 1,42%, aos 188.268,59 pontos, e o dólar à vista caiu 0,19%, a R$ 5,1027.
Os investidores seguem de olho nos preços do barril de petróleo nesta sexta-feira (11), em uma agenda que combina inflação no Brasil e nos Estados Unidos e uma nova rodada de pesquisas eleitorais. O Ibovespa (IBOV) devolveu as perdas da véspera e fechou a quinta-feira (10) em alta de 1,42%, aos 188.268,59 pontos. O dólar à vista terminou o dia a R$ 5,1027, com queda de 0,19%.
O mercado acompanha os preços do petróleo Brent, que resistem acima de US$ 100, a divulgação do CPI americano e do IPCA de agosto, além da nova pesquisa Datafolha de intenção de votos para presidente e governador. É esse conjunto que deve ditar o humor dos ativos ao longo do pregão.
No exterior, a atenção se volta para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. A mediana das expectativas aponta alta de 0,4% na base mensal e de 3,4% na comparação anual. O núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, deve avançar 0,2% no mês e 2,4% em 12 meses. Os números chegam em um momento de pressão sobre custos de energia, com o Brent ainda no radar.
Aqui no Brasil, o IBGE divulga o IPCA de agosto, que deve recuar 0,29% na mediana das projeções do mês. Para dar contexto, o indicador registrou variação mensal de 0,58% em maio, 0,16% em junho e 0,07% em julho, segundo dados do Banco Central. A sequência mostra desaceleração ao longo do trimestre, o que ajuda a explicar a expectativa de deflação em agosto.
O chamado trade eleitoral pode ganhar novo fôlego com a divulgação do Datafolha. Os últimos levantamentos colocaram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), algo que tem animado o mercado financeiro. No exterior, as bolsas asiáticas operam em queda, a abertura na Europa é positiva e os índices futuros de Wall Street avançam nas primeiras horas do dia.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, cai 0,13%, cotado a US$ 38,56. É por esse termômetro que parte do investidor estrangeiro mede o apetite por risco no Brasil.
Para quem acompanha renda fixa, a combinação importa: petróleo caro pressiona custos, inflação mais fraca alivia a pressão sobre juros e o cenário político mexe com o prêmio exigido nos títulos públicos. O juro composto não perdoa quem ignora esse vaivém.