Petróleo acima de US$ 102 pressiona Ibovespa em dólar
O barril Brent sobe 1,43% e volta a operar acima dos US$ 102, enquanto o WTI avança 1,76%. No Brasil, o EWZ recua 0,32% e investidores monitoram a pesquisa AtlasIntel e a decisão de juros do BCE.
O barril de petróleo voltou a operar acima dos US$ 100 nesta quinta-feira (10), com o Brent, referência internacional, avançando 1,43% a US$ 102, e o WTI, negociado nos Estados Unidos, subindo 1,76% a US$ 97,74 por volta das 6h50. A escalada da commodity divide as atenções dos investidores com a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), cujas taxas estão hoje na faixa de 2,25% ao ano.
O que mudou nesta quinta-feira (10)
O movimento de energia ocorre após o Ibovespa ter fechado em queda de 0,93% na quarta-feira (9), aos 185.629,04 pontos, pressionado pela aversão a risco no exterior com o Brent acima de US$ 101, o maior nível desde julho. O dólar à vista encerrou a R$ 5,1123, em alta de 0,52%. No exterior, o iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, cai 0,32%, cotado a US$ 37,95.
A leitura do mercado para o dólar PTAX de venda vinha em trajetória de baixa na semana anterior: R$ 5,1570 em 1º de setembro, R$ 5,1273 em 2, R$ 5,0962 em 3 e R$ 5,1253 em 4. Os dados oficiais mais recentes, de 8 e 9 de setembro, apontam R$ 5,0856 e R$ 5,0979, respectivamente.
O que observar daqui em diante
Na agenda local, os investidores acompanham a divulgação da pesquisa eleitoral AtlasIntel. Em levantamentos anteriores, a disputa de um eventual segundo turno passou a colocar Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que animou os investidores. Após a decisão do BCE, a presidente da instituição, Christine Lagarde, concede entrevista coletiva.
O cenário externo segue misto: as bolsas asiáticas fecharam sem um único sinal, a abertura na Europa também é mista e os índices futuros de Wall Street buscam viés positivo nas primeiras horas do dia. Nem tudo que sobe vira tendência, e a combinação de petróleo firme com juros europeus em discussão costuma cobrar prêmio de risco dos ativos brasileiros no curto prazo.