Itaú BBA revê estimativas para farmácias com peso de GLP-1
O Itaú BBA revisou as estimativas para as empresas do setor farmacêutico após os resultados do segundo trimestre de 2026. Mesmo com o potencial das canetas emagrecedoras, os GLP-1, o banco atualizou a maior parte das projeções, com ajustes pontuais nos preços-alvo e nas recomendações.
Para o final de 2027, o preço-alvo da RD Saúde (RADL3) foi mantido em R$ 25. Já o da Pague Menos (PGMN3) caiu de R$ 6 para R$ 5,50, enquanto o da Panvel (PNVL3) subiu de R$ 15 para R$ 16, com recomendação elevada para compra, com desempenho acima do mercado. Segundo o BBA, a atualização reflete o momentum dos resultados da companhia e a avaliação atrativa atual.
A revisão também considera a expectativa de menor alavancagem no longo prazo. O banco reduziu as projeções para os volumes negociados na B3 após incorporar os dados do trimestre. Apesar da melhora, a RD Saúde segue como a principal escolha do banco no setor de saúde, sustentada por fundamentos sólidos de crescimento. Os analistas acreditam que o potencial de alta relacionado aos GLP-1 é mais forte para a empresa, que também tem amplo espaço para expansão de margem com o amadurecimento das lojas e a diluição das despesas gerais e administrativas.
As projeções de lucro para 2027 foram atualizadas, mas próximas aos cálculos anteriores: queda de 2% para a Pague Menos e alta de 1% para RD Saúde e Panvel. De maneira geral, o banco está de 3% a 4% acima do consenso para RD Saúde e Panvel, e 5% abaixo para a Pague Menos.
investimentos em farmácias
Em resumo, o Itaú BBA mantém cautela com o setor, mas vê na RD Saúde a exposição mais sólida ao ciclo de crescimento das canetas emagrecedoras, enquanto a Panvel ganha destaque por valuation e momentum.