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Pague Menos (PGMN3) lucra R$ 73,6 mi no 2T26, alta de 22,2%

ResumoPague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no segundo trimestre de 2026, representando alta de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita totalizou R$ 3,99 bilhões, com Ebitda recorde e vendas digitais superiores a R$ 1 bilhão. Os resultados refletem crescimento operacional e expansão do canal online.

A Pague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no 2T26, alta de 22,2% ante 2T25. Receita de R$ 3,99 bi, Ebitda recorde e vendas digitais acima de R$ 1 bi. Veja os números.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 03 de agosto de 2026
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Pague Menos (PGMN3) lucra R$ 73,6 milhões no 2T26, alta de 22,2%

A Pague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 22,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida somou R$ 3,99 bilhões entre abril e junho, avanço de 8% na comparação anual. Já a receita bruta cresceu 9,3%, para R$ 4,34 bilhões, impulsionada principalmente pelo crescimento de 8% nas vendas em mesmas lojas.

No 2T26, a Pague Menos (PGMN3) lucrou R$ 73,6 milhões, alta de 22,2% ante 2T25. A receita líquida foi de R$ 3,99 bilhões, com Ebitda ajustado de R$ 281,7 milhões e margem de 6,5%. Vendas digitais superaram R$ 1 bilhão pela primeira vez.

O que explica o lucro da Pague Menos no 2T26?

O resultado veio de uma combinação de crescimento de vendas e controle de despesas. A receita bruta avançou 9,3%, para R$ 4,34 bilhões. As vendas em mesmas lojas cresceram 8%, o que indica que o aumento não veio só de abertura de unidades, mas de lojas já existentes.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 281,7 milhões, alta de 15,4% em um ano. A margem Ebitda avançou de 6,1% para 6,5%, o maior patamar da história da companhia. "Como resultado da relevante diluição de despesas, nossa margem Ebitda atingiu 6,5% no 2T26, tornando este o trimestre de maior rentabilidade operacional da companhia até hoje", afirmou a empresa no release.

Vendas digitais: R$ 1 bilhão inédito

As vendas pelos canais digitais superaram R$ 1 bilhão pela primeira vez em um trimestre, com crescimento de 40,6% sobre o 2T25. "As vendas pelos canais digitais ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em um único trimestre pela primeira vez", destacou a companhia, acrescentando que esses canais passaram a representar 24,1% das vendas.

Para o investidor, o dado importa por dois motivos. Primeiro, mostra que a operação online ganha escala, o que costuma vir acompanhado de melhor diluição de custos. Segundo, o percentual de 24,1% indica que o digital já é uma fatia relevante do negócio, não um acessório.

Rede física e participação de mercado

A companhia encerrou junho com 1.695 lojas. A participação de mercado ficou em 6,7%, alta de 0,13 ponto percentual em um ano. O número de lojas não veio detalhado na fonte original, mas o avanço de market share sugere ganho de espaço em um setor competitivo.

A leitura cautelosa aqui é: crescer participação em 0,13 p.p. em um ano é positivo, mas ainda é um movimento lento. O setor farmacêutico varejista tem margens pressionadas por concorrência de preço e custos de operação, então o controle de despesas tende a ser mais decisivo que a expansão agressiva.

Alavancagem em queda: 12º trimestre seguido

A alavancagem caiu de 2,6 vezes para 1,8 vez o Ebitda, marcando o 12º trimestre consecutivo de desalavancagem. Esse é um ponto que o investidor costuma acompanhar de perto, pois indica menor risco financeiro e mais espaço para distribuir dividendos ou investir sem depender de dívida nova.

A redução de 0,8 vez em um ano é relevante. Em termos práticos, significa que a companhia precisa de menos tempo de geração de caixa para quitar suas dívidas. Ainda assim, 1,8 vez não é um nível baixo em termos absolutos; é um patamar confortável, mas não conservador.

O que o mercado deve observar no próximo trimestre

O 2T26 veio com números fortes, mas o investidor precisa separar o que é tendência do que é pontual. O crescimento de 8% em mesmas lojas é sólido, mas depende de consumo. A margem Ebitda de 6,5% é recorde, mas a empresa mesma atribui o resultado à diluição de despesas, o que pode não se repetir na mesma intensidade se a inflação de custos voltar.

Outro ponto: as vendas digitais cresceram 40,6%, mas a base de comparação é o 2T25. Para manter esse ritmo, a companhia terá que ampliar a base de clientes ativos e a frequência de compra. O percentual de 24,1% de participação digital é alto para o setor, mas o mercado já viu varejistas que atingiram patamar similar e depois estagnaram.

Pague Menos: números do 2T26 em resumo

  • Lucro líquido ajustado: R$ 73,6 milhões, alta de 22,2%
  • Receita líquida: R$ 3,99 bilhões, alta de 8%
  • Receita bruta: R$ 4,34 bilhões, alta de 9,3%
  • Vendas mesmas lojas: alta de 8%
  • Ebitda ajustado: R$ 281,7 milhões, alta de 15,4%
  • Margem Ebitda: 6,5%, maior da história
  • Vendas digitais: acima de R$ 1 bilhão, alta de 40,6%
  • Participação digital: 24,1% das vendas
  • Lojas: 1.695
  • Market share: 6,7%, alta de 0,13 p.p.
  • Alavancagem: 1,8 vez o Ebitda, 12º trimestre de queda

Riscos que o investidor não deve ignorar

O resultado é positivo, mas o cenário macro segue incerto. A renda das famílias e o crédito ao consumidor influenciam diretamente o varejo farmacêutico. Se o desemprego subir ou o crédito encarecer, as vendas em mesmas lojas podem desacelerar.

Além disso, o setor enfrenta pressão de concorrência de grandes redes e de farmácias independentes. A Pague Menos tem conseguido ganhar espaço, mas o market share de 6,7% ainda deixa a companhia exposta a movimentos de consolidação dos concorrentes.

Para quem acompanha a ação, o acompanhamento dos próximos trimestres deve focar em: evolução da margem Ebitda, ritmo das vendas digitais e manutenção da desalavancagem. Se esses três indicadores continuarem em trajetória positiva, o 2T26 pode ser o início de um ciclo, não apenas um ponto fora da curva.

Perguntas Frequentes

Pague Menos lucrou quanto no 2T26?

A Pague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no 2T26, alta de 22,2% ante o mesmo período de 2025.

Qual foi a receita da Pague Menos no 2T26?

A receita líquida foi de R$ 3,99 bilhões, alta de 8% na comparação anual. A receita bruta somou R$ 4,34 bilhões, com crescimento de 9,3%.

O que foi destaque no resultado da Pague Menos?

O Ebitda ajustado subiu 15,4%, para R$ 281,7 milhões, com margem de 6,5%, a maior da história. As vendas digitais superaram R$ 1 bilhão pela primeira vez em um trimestre.

A alavancagem da Pague Menos melhorou?

Sim. A alavancagem caiu de 2,6 vezes para 1,8 vez o Ebitda, no 12º trimestre consecutivo de desalavancagem.

Quantas lojas a Pague Menos tem?

A companhia encerrou junho com 1.695 lojas e participação de mercado de 6,7%.

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