Ouro tem leve baixa com fim de trégua entre EUA e Irã, entenda
O ouro encerrou a quarta-feira (29) em leve queda, a US$ 4.036,30 por onça-troy, com o fim da trégua entre EUA e Irã e a expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve. A retomada dos ataques no Oriente Médio pressionou o metal, enquanto a prata subiu 0,97%.
Ouro tem leve baixa com fim de trégua entre EUA e Irã
O ouro encerrou o pregão desta quarta-feira (29) em queda e próximo de perder o nível de US$ 4 mil por onça-troy. A sessão foi marcada pela expectativa pela decisão sobre juros do Banco Central dos EUA e pela retomada das tensões no Oriente Médio.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com recuo de 0,06%, a US$ 4.036,30 por onça-troy. Já a prata para setembro subiu 0,97%, a US$ 58,089 por onça-troy.
Fim da trégua entre EUA e Irã: o que aconteceu
A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que havia sido estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump no último sábado (25), chegou ao fim. Hoje, os EUA e a Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Trump também prometeu retaliar duramente Teerã em entrevista por telefone à Fox News nesta manhã.
O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases norte-americanas na Jordânia.
Além disso, o grupo militante houthis, do Iêmen, disparou mísseis balísticos contra um petroleiro saudita no Estreito de Bab el-Madeb, no Mar Vermelho, intensificando a aplicação de um bloqueio marítimo recém-declarado contra a Arábia Saudita.
Como as tensões geopolíticas afetam o ouro
A retomada das tensões fortaleceu os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, pressionando, então, o ouro. Quando os juros sobem, o custo de oportunidade de manter o metal, que não rende juros, aumenta, o que tende a reduzir sua atratividade.
O mercado de metais preciosos também operou à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). A manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano apresentava-se como aposta majoritária dos investidores.
Contexto histórico: ouro em tempos de crise
Em momentos de tensão geopolítica, o ouro costuma ser visto como porto seguro. No entanto, o movimento recente mostra que a alta dos juros dos Treasuries pode neutralizar esse efeito. O cenário atual combina conflito no Oriente Médio com expectativa de política monetária restritiva nos EUA, criando um ambiente misto para o metal precioso.
A prata, por outro lado, subiu 0,97%, a US$ 58,089 por onça-troy, indicando que o movimento não foi uniforme entre os metais preciosos.
O que esperar para os próximos dias
Com o fim da trégua e a promessa de retaliação dos EUA, o mercado acompanha de perto os desdobramentos no Oriente Médio. A decisão do Fed sobre os juros, que deve sair nos próximos dias, também será um fator determinante para o rumo do ouro. Se os juros forem mantidos, o metal pode encontrar suporte, mas novas escaladas no conflito podem trazer volatilidade.
Perguntas Frequentes
Por que o ouro caiu com o fim da trégua?
O ouro caiu porque a retomada das tensões elevou os juros dos Treasuries, o que pressiona o metal, já que ele não rende juros.
Qual foi a cotação do ouro hoje?
O contrato mais líquido do ouro, para agosto, fechou a US$ 4.036,30 por onça-troy, com queda de 0,06%.
O que aconteceu com a trégua entre EUA e Irã?
A trégua estabelecida no sábado (25) por Donald Trump chegou ao fim. EUA e Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos no Iraque, e o Irã rejeitou proposta de Omã.
Como a prata se comportou?
A prata para setembro subiu 0,97%, cotada a US$ 58,089 por onça-troy.
O que o Fed pode decidir sobre os juros?
A aposta majoritária dos investidores é pela manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
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