Motiva (MOTV3) lucra 67% mais no 2T26 com novas concessões
A Motiva (MOTV3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 663 milhões no 2T26, alta de 67% sobre o 2T25, impulsionada por novas concessões rodoviárias como a Minas_SP e a maturação de ativos no Paraná e Pantanal.
Motiva (MOTV3) lucra 67% mais no 2T26 com novas concessões
A Motiva (MOTV3), antiga CCR, reportou lucro líquido ajustado de R$ 663 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 67% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela contribuição das novas concessões rodoviárias, com crescimento de dois dígitos na receita e no EBITDA.
Entre abril e junho, a receita líquida ajustada da companhia atingiu R$ 3,63 bilhões, avanço de 20,8% na comparação anual. O EBITDA ajustado somou R$ 2,37 bilhões, alta de 30,1%, enquanto a margem EBITDA passou de 60,6% para 65,3%.
Novas concessões puxam o crescimento
Segundo a empresa, os resultados refletem principalmente o início da operação da concessão Minas_SP (Fernão Dias), a maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana, além dos reajustes tarifários e da otimização do portfólio. As novas concessões contribuíram com R$ 370 milhões para o EBITDA do trimestre.
Rodovias: receita e tráfego em alta
Nas rodovias, a receita líquida sem construção cresceu 26,9%, para R$ 2,54 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 29,5%, para R$ 2,0 bilhões. A margem EBITDA subiu para 78,7%. O tráfego comparável aumentou 3,8% no trimestre, impulsionado pelo desempenho da RioSP, pelo início da Minas_SP e pela evolução das concessões Sorocabana e Paraná.
No consolidado, considerando todos os ativos, o volume de veículos equivalentes cresceu 43,6%, refletindo a incorporação das novas concessões. A receita de pedágio avançou 26,7%, beneficiada pelo aumento do tráfego, reajustes tarifários, novos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) na RioSP e pela entrada em operação da Minas_SP.
Trilhos: passageiros e margem em expansão
Na divisão de trilhos, a companhia transportou 192,3 milhões de passageiros no trimestre, alta de 1,8% em relação ao 2T25. A receita líquida sem construção cresceu 9,4%, para R$ 1,1 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado avançou 19,6%, para R$ 696 milhões, elevando a margem EBITDA de 58,1% para 63,5%. O desempenho foi favorecido pelo aumento do fluxo de passageiros nas linhas paulistas e pelos reajustes tarifários.
Resultado financeiro e alavancagem
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 803 milhões, piora de 11,1% na comparação anual, refletindo principalmente maiores despesas com juros e variações monetárias, parcialmente compensadas pelo aumento dos rendimentos sobre aplicações financeiras. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,6 vezes para 3,7 vezes.
Segundo a companhia, o aumento decorre do maior endividamento para aquisição de novos ativos, cuja contribuição para o EBITDA ainda não foi integralmente capturada. O Capex somou R$ 1,83 bilhão no trimestre, alta de 13,2%, concentrado principalmente nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.
Perspectivas com o portfólio renovado
A Motiva encerra o 2T26 com um portfólio mais diversificado, combinando concessões maduras (Paraná, Pantanal, Sorocabana) com ativos em início de operação (Minas_SP) e investimentos em tecnologia, como os pórticos de free flow na RioSP. A evolução do tráfego e a maturação das novas concessões devem continuar sustentando o crescimento nos próximos trimestres.
Perguntas Frequentes
O que fez a Motiva lucrar 67% mais no 2T26?
O lucro líquido ajustado subiu para R$ 663 milhões, impulsionado por novas concessões rodoviárias (Minas_SP), maturação de ativos no Paraná, Pantanal e Sorocabana, reajustes tarifários e otimização do portfólio.
Quanto foi a receita da Motiva no 2T26?
A receita líquida ajustada foi de R$ 3,63 bilhões, alta de 20,8% sobre o 2T25.
Qual foi o EBITDA da Motiva no 2T26?
O EBITDA ajustado somou R$ 2,37 bilhões, avanço de 30,1%, com margem de 65,3%.
Como as novas concessões impactaram o resultado?
As novas concessões contribuíram com R$ 370 milhões para o EBITDA do trimestre, com destaque para a Minas_SP e a RioSP.
Qual é a alavancagem atual da Motiva?
A relação dívida líquida/EBITDA ajustado passou de 3,6x para 3,7x, devido ao maior endividamento para aquisição de novos ativos.
Quanto a Motiva investiu no 2T26?
O Capex somou R$ 1,83 bilhão, alta de 13,2%, concentrado nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.