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Ouro avança à espera de sinalizações do Fed em Jackson Hole

ResumoOuro encerrou quinta-feira (27) em leve alta, com investidores aguardando sinalizações do Federal Reserve no simpósio de Jackson Hole. O movimento reflete a expectativa sobre o futuro das taxas de juros nos Estados Unidos, fator que influencia diretamente a atratividade do metal. Níveis técnicos relevantes e o impacto das taxas permanecem no foco do mercado para orientar decisões de investimento.

O ouro encerrou quinta-feira (27) em leve alta, com investidores aguardando sinais do Fed em Jackson Hole. Veja os níveis técnicos e o impacto das taxas de juros para o investidor.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 27 de agosto de 2026
Ouro avança à espera de sinalizações do Fed em Jackson Hole

O ouro encerrou as negociações desta quinta-feira (27) em leve alta, com o mercado aguardando as sinalizações de política monetária no Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole, onde o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deve indicar os próximos passos dos juros. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para dezembro subiu 0,23%, a US$ 4.653,30 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 2,06%, a US$ 70,239 por onça-troy.

O mercado permanece dividido entre expectativas de taxas de juros mais altas nos EUA, o que pressionaria ativos que não geram rendimento, como o ouro, e preocupações com a dívida norte-americana. Embora taxas mais elevadas possam afetar os preços do metal, o potencial de queda parece limitado, segundo analistas do ANZ. A estratégia de proteção contra a desvalorização monetária, que consiste em comprar ativos que mantenham valor diante do enfraquecimento do dólar e de outras moedas fiduciárias, continua atraindo compras.

No aspecto técnico, o ouro precisa se recuperar acima de US$ 4.680 a onça para se estabilizar. A incapacidade de sustentar o patamar de US$ 4.640-4.650 poderia abrir caminho para uma correção mais profunda em direção a US$ 4.620, segundo o Sucden Financial. O presidente da unidade do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou, segundo a Bloomberg, que o nível atual dos juros não está restringindo a economia dos EUA, embora a inflação siga acima da meta de 2%. "Para mim, acho que pode estar acomodatícia na ponta curta. Então ainda temos trabalho a fazer", disse Schmid, em Jackson Hole.

Economistas estão divididos sobre possíveis altas nos próximos meses. Em julho, o Fed manteve a taxa dos Fed Funds entre 3,5% e 3,75%, com três dissidências a favor de um aumento. Schmid disse ainda não acreditar que as eleições de meio de mandato influenciem as decisões do Fed e rejeitou a avaliação de que a credibilidade do banco central tenha sido abalada após a entrevista coletiva de julho do presidente do Fed, Kevin Warsh.

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