Investimentos

Operação pouco ortodoxa da Strategy com bitcoin (BTC) e destaques

ResumoA Strategy, maior detentora corporativa de bitcoin (BTC) de capital aberto, executou operação pouco ortodoxa ao vender parte de suas reservas e recomprar os ativos por preço 30% superior. A transação gerou prejuízo contábil imediato, mas reforçou a posição estratégica da empresa em meio à volatilidade do mercado cripto. Destaques da semana do Crypto Times e Money Times incluem análise detalhada do movimento.

A Strategy, maior detentora de bitcoin de capital aberto, vendeu BTC e recomprou 30% mais caro. Veja os destaques da semana do Crypto Times, do Money Times.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 07 de setembro de 2026
Operação pouco ortodoxa da Strategy com bitcoin (BTC) e destaques

A Strategy, maior detentora de bitcoins de capital aberto no mundo, executou uma operação pouco ortodoxa: vendeu unidades de bitcoin (BTC) e, semanas depois, recomprou por um preço 30% maior. O CEO Phong Le defendeu a jogada, que inverte a lógica de "compre na baixa e venda na alta", conforme destacou o Crypto Times, editoria de criptomoedas do Money Times.

Ser chamado de "pouco ortodoxo" no mercado financeiro é quase um xingamento na Faria Lima, mas heterodoxo significa apenas diferente. Michael Burry, investidor conhecido por operações fora do padrão antes da crise de 2008, foi absolvido pela história. Agora, Phong Le entra na fila para esse balanço histórico, já que a operação da Strategy só ganhará validade após ser esfriada pelo tempo.

Enquanto isso, a Strategy voltou a comprar US$ 370 milhões em bitcoin, a um preço médio de US$ 80.318 por unidade. A companhia de Michael Saylor agora detém 845.050 BTCs, avaliados em cerca de US$ 66,1 bilhões. O preço médio global das moedas ficou em US$ 75.412, por um custo total de aproximadamente US$ 63,73 bilhões, incluindo taxas e despesas.

Outros destaques da semana: o CEO da Coinext, José Arthur Ribeiro, anunciou o início do encerramento das atividades da exchange de varejo, citando questões regulatórias. Na Coreia do Sul, o bitcoin apresentou um prêmio de aproximadamente 1% em relação ao preço em dólares na Binance, fenômeno conhecido como "kimchi prize". E na Argentina, 94% das negociações de cripto são para converter a moeda em "dólar digital", segundo a a16z, reflexo da crise econômica que empurra os argentinos para a versão digital do dólar.

Leia também

Publicidade